Reestruturação produtiva e intensificação do processo de globalização: uma evolução da concepção do trabalhador coletivo em Marx

Elivan Rosas Ribeiro, Márcio Miceli

Resumo


O artigo se propõe a discutir a evolução da concepção do trabalhador coletivo, conceito inicialmente formulado por Marx, para descrever a criação de uma força coletiva responsável pela geração de um valor extra apropriado pelo capitalista em um ambiente da cooperação, manufatura e maquinaria. Nestas duas últimas fases, o produto não mais se constitui como resultado imediato do esforço de um único indivíduo, tornando-se produto social. No estudo buscou-se também identificar as transformações provocadas no trabalhador coletivo com o surgimento do fordismo e o seu quase que completo desmoronamento diante da crise da convertibilidade do dólar, do primeiro choque do petróleo e do fenômeno da estaginflação, eventos ocorridos nos primeiros anos da década de 1970, que demandaram do sistema capitalista uma nova forma de organização da produção calcada em uma menor rigidez, fortemente assistida pelas novas técnicas desenvolvidas pela revolução da informação, as quais se mostraram imprescindíveis ao surgimento e desenvolvimento do regime de acumulação flexível, que trouxe consigo uma série de alterações no trabalhador coletivo, fomentando o surgimento de novos paradigmas responsáveis pela transformação das relações econômicas, sociais e culturais no capitalismo mundial.

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