LUSOFONIA(S), IDENTIDADE E EXPRESSIVIDADE: UM DIÁLOGO ENTRE PEDRAS

Thaís Cunha Pilôto Bitencourt

Resumo


Este estudo propõe uma reflexão a respeito do conceito de lusofonia, bem como a respeito da construção da identidade por meio da palavra. Partimos da análise de dois poemas, a saber, A educação pela pedra (1966), do poeta brasileiro João Cabral de Melo Neto, e Ilha de Moçambique (2007), do escritor moçambicano Mia Couto, para verificar por meio das escolhas lexicais - especialmente o uso dos adjetivos -, como o enunciador constrói a identidade de seu povo/nação na trama discursiva do poema, em que as escolhas lexicais se mostram expressivas à medida que permitem construir a identidade do povo/nação. Em A educação pela pedra, o enunciador-poeta[1] constrói a identidade do povo nordestino brasileiro, que é caracterizado por meio de suas escolhas e de uma linguagem concisa e objetiva. Em Ilha de Moçambique, a questão identitária moçambicana é vislumbrada pelo viés do fazer poético, o enunciador-poeta utiliza-se também da metáfora da pedra. Sendo o conceito de lusofonia um fator que permeia a construção da identidade, e por se tratar de textos de dois poetas de língua portuguesa, nosso trabalho basear-se-á nos estudos de Lopes, Bastos e Brito, a respeito dos conceitos de lusofonia e identidade, bem como nos estudos estilísticos de Martins no que concerne à expressividade dos usos na materialidade linguística, os quais caracterizam o objeto do discurso do enunciador-poeta e contribuem para a construção da identidade.


[1] Utilizamos enunciador-poeta, pelo fato de o enunciador dos poemas se colocar como poeta, distinguindo, desse modo, o enunciador do escritor empírico. 


Palavras-chave


Linguística; Estilística; Lusofonia

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