A VIDA SECRETA DAS LÍNGUAS AFRICANAS: SINTAXE DE CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Tales dos Santos, Mariana Leijoto Pinto Oliveira e Menezes

Resumo


O objetivo deste artigo é apresentar uma reflexão sobre o fenômeno do rotacismo e concordância verbal e nominal, visto que é possível verificar que a regra de concordância não é seguida por todos os falantes, pois, dependendo da situação, classe social ou local, a ausência da concordância é uma marca característica de um grupo. A motivação da investigação parte da realidade dos professores de Língua Portuguesa: alunos com dificuldade e desinteresse em aprender a língua, pois a escrita, na sua modalidade culta, gramaticalizada, normativa, é, por vezes, distante da fala – na sua modalidade usual, cotidiana, informal – e a complexidade para aplicar as regras gera desinteresse por aprender a própria língua materna. Investigaremos quais são as razões para a língua manifestar a concordância diferente da norma padrão, para tanto partiremos da contribuição da história do Iorubá e outras línguas banto no Brasil para situar o contexto de produção linguística. Em seguida, abordaremos os conceitos de planificação e política linguística permitindo assim verificar os motivos de seleção de determinada língua ou variante em detrimento de outras, causando assim repressão ideológica. Por fim, encerraremos o artigo verificando a herança que as línguas africanas deixaram aos brasileiros e como a herança se locomove na sociedade.


Palavras-chave


Iorubá, Banto, línguas africanas, concordância verbal, planificação e política linguística.

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