verve. revista semestral autogestionária do Nu-Sol.

Revista semestral autogestionária do Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP).

Publica originais de pesquisadores brasileiros e internacionais sobre libertarismo, abolicionismo penal e sociedade de controle; traduções de textos históricos sobre os anarquismos e inéditos em língua portuguesa; ilustrações originais de artistas; poesias; aulas-teatro; resenhas; resultados de pesquisas de iniciação centífica, mestrado e  doutorado.

Notícias

 

chamada de artigos para revista verve

 

verve

revista de atitudes. transita por limiares e instantes arruinadores de hierarquias. nela, não há dono, chefe, senhor, contador ou programador. verve é parte de uma associação livre formada por pessoas diferentes na igualdade. amigos. vive por si, para uns. instala-se numa universidade que alimenta o fogo da liberdade. verve é uma labareda que lambe corpos, gestos, movimentos e fluxos, como ardentia. ela agita liberações. atiça-me! verve é uma revista semestral do nu-sol que estuda, pesquisa, publica, edita, grava e faz anarquias e abolicionismo penal…

a partir de 2017, em seu 32° número, após exatos 15 anos de circulação impressa semestral, ininterrupta, verve passou a ser publicada em formato eletrônico (PDF e ePub).

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Verve aceita artigos e resenhas que serão analisados pelo Conselho Editorial para possível publicação.

Para submissão de material para publicação, acesse: https://revistas.pucsp.br/index.php/verve/about/submissions#onlineSubmissions

Ou envie um e-mail para nu-sol@nu-sol.org

 
 
 
 
Publicado: 2018-04-10 Mais...
 
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n. 35: Verve


Capa da revista

os soldadinhos de chumbo se imaginam guerreiros.     acabam dissolvidos no caldeirão e compõem a matéria do portão que fecha a cidadela e também funciona como ponte sobre o fosso que a protege.      os superiores comandam, os bajuladores trabalham para garantir a segurança e os súditos, esperançosos ou amedrontados, ambicionam não ser esquecidos do lado de fora.

 

verve 35 permanece traçando resistências, não como insistência conveniente dos que desejam iluminações, aspiram liderar, pretendem-se condutores ou força hegemônica, mas como prática antipolítica.      não seja ingênuo(a) ou tola(o) de considerá-la apartidária ou piso para o fascismo.

 

daniel barret, situa as forças políticas institucionais, incluindo as de formação marxista, na luta que produziu tanto a ditadura uruguaia como a volta à normalidade com plebiscito e “abertura”. traça os redimensionamentos das forças anarquistas antes, durante e depois e a aparição do surpreendente que ultrapassa a intenção organizativa.

 

christian ferrer, expõe com humor e clareza a defesa de um anarquista atirador por um advogado inteligente capaz de estancar, como abolicionista penal, o discurso jurídico e punitivo do tribunal.

 

salete oliveira, escreve sobre heleusa câmara,  nossa amiga abolicionista penal libertária, também professora na uesb, que nos deixou de repente no final de dezembro de 2018.

 

a página única 1 reproduz hypomnemata de 11/2018, escancarando os limites e as contradições da racionalidade neoliberal sobre o encarceramento de jovens diante das forças políticas à direita, ao centro e à esquerda.

 

o anarquista josé maria carvalho ferreira é o entrevistado desta edição, tecendo considerações sobre sua vida, a utopia, a anarquia, a autogestão, e avesso a modelos e dicotomias.

 

em página única 2 um pouco de carnaval e um tanto de resistências em uma história de preconceitos, repressões, prazer, arte, comidas e contundências anarquistas.

 

eliane carvalho, comenta os 150 anos do nascimento de emma goldman e apresenta seu artigo de 1934, “minha vida valeu a pena?”, no qual a mulher mais perigosa da américa realiza uma reflexão sutil sobre um momento crucial da propriedade e do estado nos eua.

 

luiza uehara preparou um breve dossiê com artigos inéditos do anarquista japonês sakai ôsugi, passando por max stirner, os efeitos das conquistas e a elaboração da noção de expansão da vida.      se cada ciclo da humanidade é uma repetição que passou por uma revolução, a vida livre em expansão se afirma pela revolta.

 

a aula-teatro semestral do nu-sol em 6 e 7 de maio foi a tragédia hécuba, de eurípedes, publicada em português.      sendo desnecessário transcrevê-la em verve, anexamos o folder que acompanhou as apresentações gratuitas no tucarena-sp.     

 

as resenhas desta edição abordam o anarquismo atual no livro de camila jourdan, 2013: memórias e resistências, por flávia lucchesi,  e a anarquizante literatura de roberto bolaño no imprescindível e urgente a literatura nazista na américa, por gustavo simões.      versos de bolaño atiçam os movimentos livres em verve 35.

 

verve completa 18 anos.      combate não só a maioridade penal, civil ou política como enfrenta o eterno retorno da cultura do castigo herdada da cultura grega.     enquanto os soldadinhos de chumbo, os policiais e os cidadãos-polícia lubrificavam e poliam  os portões da fortaleza, os anarquistas produziam e produzem túneis para fugas e incursões.