Mas afinal, o que sobrou do cinema? A querela dos dispositivos e o eterno retorno do fim.

Fernão Pessoa Ramos

Resumo


O que o filme faz que outras imagens móveis não fazem, quando não são filmes, é fechar-se em copas sobre a duração. Oferece ao espectador um jogo jogado. O  filme é uma espécie de tanquinho que bate a matéria do tempo para poder fruí-la torcida, com emoção. Pois um filme, como uma sinfonia, passa em direção a um final que já está dado a cada instante, a cada plano. Final que existe nele e não é só ‘happy end’. É sua arte de ser pela duração – à diferença de uma pintura ou foto na parede. Por isso, o cinema pendurado, ou instalado, não é filme e deixa de ser cinema. É o filme que faz variar o dispositivo e não o inverso. A querela sobre o que ‘restou’ do cinema tem no âmago suas ‘mortes’ e esta espécie de grande Leviatã que é o ‘cinema expandido’.


Palavras-chave


filme; morte do cinema; cinema expandido; tecnologia digital; filme e tempo; filme dispositivo.

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM