Estruturas semiolinguísticas do jornalismo cultural

J.S Faro, Elizabeth Moraes Gonçalves

Resumo


O artigo apresenta os resultados de uma leitura comparativa dos suplementos culturais dos jornais O Estado de S.Paulo (Caderno 2) e Folha de S.Paulo (Mais) a partir de uma abordagem semiolinguística, com subsídios em referenciais teóricos das áreas da Linguagem e dos Estudos Culturais. A análise leva em conta o contrato de comunicação existente entre esses veículos e seus leitores, obtido a partir de um jogo de imagens entre as instâncias de enunciação, reiteradas por representações narrativas de natureza estético-conceituais ou ético-políticas. Os suplementos reproduzem as imagens que os dois jornais construíram na sociedade, porém, enquanto o Mais apresenta-se como inovador e surpreendente, o Caderno 2 mantém um padrão mais convencional de jornalismo. Contudo, o Mais reforça uma imagem elitista de cultura já arraigada à sociedade, cultura distante do cotidiano, enquanto o Caderno 2 insere as temáticas de cultura no dia a dia do jornalismo e do leitor.

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