O estigma de morar longe da cidade: repensando o consenso sobre as “cidades-dormitório” no Brasil

Ricardo Ojima, Eduardo Marandola Jr., Rafael Henrique Moraes Pereira, Robson Bonifácio da Silva

Resumo


No Brasil, o termo cidade-dormitório costuma ser utilizado com uma carga pejorativa para os municípios que apresentam baixo nível de desenvolvimento econômico e social, precárias condições de assentamento e de vida para sua população e nítida dependência econômica de um polo regional. O objetivo geral deste artigo é problematizar o termo cidade-dormitório e os contextos envolvidos em sua utilização, na tentativa de desmistificar o seu uso generalizado no país. Do ponto de vista teórico, realizou-se uma revisão da literatura internacional e nacional buscando compreender alguns pontos de convergência sobre o termo, bem como a discussão em torno da noção de estigmatização e estigma territorial. A partir de uma análise dos dados censitários e de alguns exemplos de pesquisa, buscou-se uma abordagem que permita repensar a dimensão de morar em uma “cidade-dormitório” e suas repercussões nas interações espaciais em áreas urbanizadas no Brasil.

Palavras-chave


segregação espacial; cidadedormitório; mobilidade pendular; estigma; subúrbio; urbanização brasileira

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/5896

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