ASSISTÊNCIA AO PARTO: DO DOMÍCILIO AO HOSPITAL (1830-1960)

Maria Lúcia Mott

Resumo


Este artigo tem por objetivo contribuir  para o debate atual sobre a assistência ao parto no Brasil. Faz um retrospecto dos principais modelos de atendimento ao parto no país, com destaque para os estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Se, ate o início do século XX, o parto era realizado no domicílio da parturiente - apenas as gestantes indigentes e desclassificadas socialmente recorriam aos hospitais – a partir dos anos 30 esses estabelecimentos  passam a ser recomendados com mais veemência pelos médicos como um lugar ideal e seguro para as mulheres darem a luz, independentemente da condição social e da indicação clínica. Verifica-se então a fundação de várias maternidades e um aumento do número de leitos nos hospitais, sobretudo  para parturientes pagantes, sendo necessária  a criação de novas formas de atendimento  para as gestantes das camadas menos favorecidas, dada a carência de leitos gratuitos disponíveis. Assim, como solução emergencial, organizam-se em alguns estados brasileiros serviços obstétricos para atendimento domiciliar das mulheres pobres. Apesar da positiva desses serviços e da precariedade do atendimento prestado em muitas maternidades,  eles não tiveram continuidade. Para vários médicos, para muitas parteiras diplomadas e até mesmo para uma parte das mulheres, as maternidades tornaram-se o lugar ideal para a parturição.


Palavras-chave


Assistência ao parto; parteiras; maternidades; parto domiciliar.

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