A abordagem modal da sorte e a epistemologia anti-sorte de Duncan Pritchard

Bismarck Bório

Resumo


Neste artigo, abordaremos o conceito de sorte na denominada epistemologia anti-sorte desenvolvida pelo epistemólogo Duncan Pritchard, bem como as críticas envolvidas a tal conceito e seus critérios. Para isso, realizaremos uma introdução aos problemas Gettier, a generalização e defesa da inescapabilidade destes problemas pela epistemóloga Linda Zagzebski, observando por meio de seu artigo a sorte sendo considerada um fator relevante na possessão de conhecimento. Desta maneira, será destacado as caracterizações consideradas mais relevantes na definição do termo, dando destaque a abordagem modal proposta por Duncan Pritchard em seu livro Epistemic Luck e sua maior elaboração em artigos anteriores, a identificação dos tipos de sorte importantes nos aspectos relevantes ao conhecimento, bem como a aplicação destas análises em sua epistemologia anti-sorte. Em seguida, será exposto críticas a abordagem anti-sorte por Ian Church – envolvendo a persistência da gettierização de casos – e Brent Madison, argumentando uma possível confusão entre inconsistência justificacional e descricional dos casos com sorte epistêmica. Logo após serão apresentadas críticas ao escopo da abordagem modal por parte de Jennifer Lackey, com considerações de Pritchard e observações finais acerca do projeto anti-sorte.


Palavras-chave


Epistemologia anti-sorte, Problemas de Gettier, Sorte, Sorte Epistêmica.

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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-8428.2018v15i2p230-246

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