A Semiótica de Peirce e a sua Relação com a Ética do Discurso de Habermas

José Luiz Zanette

Resumo


O objetivo deste artigo é comparar a semiótica de Peirce com a Ética do Discurso de Habermas atualizada. Este reelabora a sua pragmática formal em relação às questões filosóficas sobre verdade, justificação, correção e legitimidade moral; adota o falibilismo para o conceito de verdade em conformidade com a filosofia de Peirce e indica, para as questões requerentes de correção moral, um realismo epistêmico sem representação que se concilie com um construtivismo moral, capaz de reivindicar pretensão de incondicionalidade para a legitimação moral na suposição de um mundo independente e mais ou menos igual para todos. Ele conserva na pragmática formal uma condição “quase” ideal de fala, o que mantém a tensão entre ideal e empírico. Em oposição a Peirce, Habermas refuta o conceito peirciano da opinião final dos investigadores para assegurar as falíveis proposições tidas como verdadeiras, pois considera essa requisição a priori, diretiva e transcendental, não aplicável ao consenso dos envolvidos nos fenômenos morais. Conclui-se, no entanto, que a solução de integração de todas essas questões filosóficas dadas por Habermas, principalmente para a tensão da idealidade dentro de seu viés pragmático, incorpora substanciais elementos da filosofia de Peirce e permite afirmar que, na atualização de sua filosofia moral, há uma extensão e elaboração do que havia de sugestões e raízes no pragmatismo clássico de Peirce.

Palavras-chave


Habermas; Peirce; Falibilismo; Ética; Pragmatismo

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