O imperativo para crença não-racional

Nathan Houser

Resumo


As variedades e os fundamentos da crença há muito têm despertado o interesse de filósofos (bem como teólogos e psicólogos). Caracteristicamente, distinguimos entre crenças práticas e teóricas, porém, geralmente, supõe-se que exista uma proposição no cerne de cada crença, oferecendo assim uma base intelectual ou racional como justificativa. Mas, por vezes, crenças essenciais parecem ser mais uma questão de prática do que de intelecto, especialmente aquelas crenças que os filósofos contemporâneos da mente designam como nossas crenças populares. Se aceitarmos a ideia de Peirce de que é mais correto dizer que estamos na mente e não que a mente está em nós, então podemos também supor que participamos de sistemas de crença que pertencem mais à nossa sociedade do que a nós como indivíduos. Esses sistemas de crença podem, plausivelmente, ter evoluído para harmonizar nossas vidas pessoais com os objetivos e imperativos mais amplos de nossa sociedade em geral. Tais sistemas de crença podem estar enraizados em, e perpetuados por, uma variedade de tradições e práticas culturais, e são caracteristicamente absorvidas na infância à medida que entendemos nosso modo de vida. Além dessas crenças essenciais não serem produtos de considerações racionais, é essencial que não sejam fundamentadas na razão, separando-as claramente como questões de importância crucial, no âmbito da ciência, e pondo em questão o alcance do pragmatismo. A abordagem da crença nos escritos de Peirce e James continua a lançar luz sobre essas importantes questões.

Palavras-chave


Crença. Hábito. Mente social. Teoria. Prática, Peirce. James. Clifford.

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