Wittgenstein e a dívida a James: a atmosfera filosófica da práxis na constituição do cognitivismo moral pragmático

Léo Peruzzo Júnior

Resumo


O objetivo deste artigo é defender a possibilidade do cognitivismo moral pragmático, sustentado a partir dos trabalhos de Wittgenstein e sua dívida ao pensamento de James. Sendo assim, pretende-se mostrar que os juízos morais, para o cognitivismo moral pragmático, são cognitivos na medida em que encontram na práxis do jogo de linguagem a sua objetividade. Assim, por um lado, o debate metaético entre realistas e antirrealistas, especialmente McDowell e Blackburn, parece ser totalmente insuficiente ao não considerar em suas teorias os problemas dissolvidos pelo pragmatismo de James. Por outro, o núcleo que resiste em Wittgenstein, diferentemente do pragmatismo, é compreender que as palavras somente significam no seu uso, renunciando a busca de uma experiência que permita cada vez mais a aproximação à verdade. Por fim, mostramos que a afinidade de horizontes entre os autores parece residir no fato de que ambos compartilham uma atitude antifundacionista, isto é, as crenças básicas não podem ser justificações a partir de si mesmas.

Palavras-chave


Cognitivismo moral. Pragmatismo. Metaética. Wittgenstein. James.

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