Semiótica e Filosofia

Nathan Houser

Resumo


A semiótica não tem sido bem acolhida como uma área de concentração de pesquisa dentro da filosofia, especialmente dentro da filosofia na tradição empírica inglesa. Porém, se considerarmos que grande parte do foco da pesquisa semiótica é significado, referência e representação, parece evidente que questões semióticas são tão antigas quanto o próprio pensamento reflexivo. Um exame de como essas questões foram tratadas através da história da filosofia sugere que Umberto Eco estava certo em alegar que a maioria dos grandes filósofos lidaram com a teoria do signo, ao menos implicitamente. A teoria dos signos foi uma área ativa da pesquisa durante a Idade Média e John Locke abriu a Era Moderna com a recomendação que a semiótica devia ser cultivada. Mas, os filósofos da Modernidade adotaram uma separação cartesiana entre mente e corpo que não embasa uma robusta ciência dos signos. Quando a semiótica surgiu como um discreto campo de pesquisa nos escritos de Charles S. Peirce e na semiologia de Ferdinand de Saussure, permaneceu nos limiares da filosofia. Em torno de meados do Século XX houve um ressurgimento de interesse na semiótica e uma tentativa promissora foi feita para fundir o pragmatismo americano e a semiótica com o empirismo lógico do Círculo de Viena. Porém, esse esforço fracassou e a semiótica foi excluída da filosofia tradicional. Hoje, há motivo para supor que a filosofia, não mais sob o domínio da filosofia analítica, pode estar passando para um novo período, quando um compromisso enfraquecido com o nominalismo epistemológico dará lugar para o retorno ao realismo semiótico. Talvez seja o momento de seguir a liderança de Locke e conciliar a semiótica formal com a filosofia – possivelmente prenunciando um novo paradigma.

Palavras-chave


História da semiótica; Empirismo científico; Nominalismo epistemológico; Realismo semiótico; Peirce

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