O papel do jogo estético do devaneio no “Argumento negligenciado para a realidade de Deus” de Charles S. Peirce

Rodrigo Vieira de Almeida

Resumo


O presente artigo pretende tecer algumas breves considerações acerca de um importante e heurístico tema da filosofia arquitetônica de Charles Sanders Peirce, a saber, o papel exercido pelo conceito de jogo estético do devaneio (musement) no surgimento e estabelecimento de uma crença pragmática na hipótese da realidade de Deus. Seguindo, dentro do limite de espaço disponível, a exposição das etapas do chamado argumento negligenciado para a realidade de Deus, desenvolvido por Peirce em texto homônimo, mostrar-se-á como o conceito de jogo estético do devaneio encontra-se profundamente alicerçado na ontologia realística do autor e como esse conceito, embora apareça, propriamente falando, como a primeira etapa de um processo de pensamento sobre traços notáveis do universo real, um estado mental livre e despropositado, que não se propõe a mediar algo, tal como o pensamento autocontrolado o faz, mas que pode, no entanto, resultar no sentimento de estar diante de alguma maravilha em um dos três universos da experiência, acaba por converter-se, em última instância, em um processo de ponderação com força de apelo instintivo para a conduta da vida, sendo essa, justamente, a sua marcante e contundente significação pragmática.

Palavras-chave


Charles Peirce; Jogo Estético do Devaneio; Argumento Negligenciado; Deus; Realismo.

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DOI: https://doi.org/10.23925/2316-5278.2017v18i2p173-186

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