Monty Python e a inversão do platonismo

Flavia Pitaluga

Resumo


O objetivo deste trabalho é analisar os filmes Monty Python and the holy grail
(Em busca do cálice sagrado) e Monty Python’s life of Brian (A vida de Brian) à luz
das discussões de Gilles Deleuze sobre o sentido na filosofia dos estóicos. A inversão
do platonismo e a ascensão à superfície dos simulacros são problemas centrais
para compreendermos o humor do grupo. Ao longo da discussão, as questões
sobre o lugar do clichê no cinema, o falso e suas potências e a injeção de
temporalidade nas produções cinematográficas, uma das características do cinema
moderno, serão abordadas. A hipótese destas articulações é que a morte de
Deus (crise da Verdade) é inseparável da maneira como o indivíduo moderno experimenta
o tempo: o cinema moderno, ao fazer “a apresentação direta do tempo”
(DELEUZE, 1990), coloca em questão a linearidade e a própria verdade como
representáveis.
Palavras-chave: simulacro; nonsense; humor; Monty Python


Abstract: Monty Python and the inversion of Platonism — The purpose of this paper is to
analyze the films “Monty Python and the Holy Grail” and “Monty Python’s Life of
Brian” in the light of Gilles Deleuze’s reflections about meaning in the philosophy
of the Stoics. The inversion of Platonism and the rise of simulacra to the surface
are keys to understanding the group’s humor. This discussion examines questions
relating to the role of clichés in motion pictures, the fake and its powers, and the
insertion of temporality in film productions as one of the characteristics of modern
moviemaking. The hypothesis underpinning these articulations is that the death of
God (the crisis of Truth) is inseparable from the way in which modern individuals
experience time: modern cinema, in its “direct presentation of time” (DELEUZE,
1990), questions linearity and truth itself as being representable.
Keywords: simulacrum; nonsense; humor; Monty Python

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