Câncer: filme menor que inventa um povo

Sylvia Beatriz Bezerra Furtado, Érico Oliveira de Araújo Lima

Resumo


Neste artigo, procuramos trabalhar em torno de duas articulações centrais: o problema do menor e a invenção de um povo. Nos colocamos com as imagens da obra em questão, Câncer (1968-1972), de Glauber Rocha, matéria plástica e sonora que guia o percurso aqui traçado. As potências das imagens como composto sensível capaz de produzir fissuras nas ordenações dos modos de ver, dizer e sentir são elementos que movimentam a análise. Falamos em maneiras de tensionar com os consensos e instaurar outros pensamentos em torno dos possíveis do espaço e do tempo. Como hipótese lançada, a noção de que Câncer seria um filme menor que traria tensões com formas maiores de cinema e com os fatos majoritários, procedimento entendido em suas dimensões políticas. O devir-menor é percorrido como possibilidade de desencadear outras formas de vida, outras maneiras de estar junto e de pensar o comum, para inventar um povo.


Palavras-chave


Câncer; Devir-menor; Povo.

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