Imagem e Imaginário no Cinema: perspectivas antropológicas e o resgate da subjetividade

Carlos Eduardo O. P. de Moura

Resumo


O Cinema, enquanto linguagem (mediação de símbolos e signos) e afirmando-o como visão de mundo e criação em relação com o espectador (experiência antropológica), será compreendido a partir de uma estética do movimento. Pela inevitável relação espetáculo-espectador a Arte cinematográfica e sua experiência fílmica apresentarão as condições para se pensar uma estética em uma dimensão ontológica: a singularidade na condição de significante imaginário a partir de sua presença no mundo (resgate da coletividade). Para essa análise, a fenomenologia existencial sartreana será de grande valor para estabelecer um diálogo com outros autores (Merleau-Ponty, Jean Mitry, Edgar Morin, Christian METZ) e refletir sobre uma estética do cinema a partir das noções de percepção, consciência, imagem, imaginação e desejo no campo de uma convenção vivida iluminada por uma estética da vida. Por fim, apresentado o Cinema como uma prática profundamente existencial, resgatar-se-á a importância da sensação do coletivo que deriva da Arte cinematográfica e das implicações do espectador na dimensão da responsabilidade e do engajamento do ser no mundo – o Cinema como filosofia da ação.


Palavras-chave


Cinema; Estética do Movimento; Imaginação-Imaginário; Consciência; Experiência antropológica

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.23925/poliética.v8i2.52127

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