Necessidade de tomografia computadorizada em pacientes com trauma cranioencefálico de grau leve

Giuliana Ribeiro Lesur, Mariana Baptista Nishida, José Mauro da Silva Rodrigues

Resumo


Introdução: O trauma cranioencefálico (TCE), definido como uma lesão no cérebro causado por uma força física externa, é medido pela Escala de Coma de Glasgow (ECG) e pontuado como grave (3–8), moderado (9–13) e leve (14 e 15). O grau TCE está relacionado com a lesão diagnosticada por tomografia computadorizada (TC). No entanto, essa correlação nem sempre ocorre no TCE leve. Objetivo: Identificar o perfil dos pacientes com TCE leve admitidos em um centro de trauma e verificar se o uso rotineiro de TC beneficia esses pacientes. Métodos: Foram analisados 45 laudos de TC. Os dados coletados foram transcritos para o formulário, que continha a avaliação do paciente na ECG como leve, os achados tomográficos e indicações de TC. Resultados: Desses pacientes, 12 foram pontuados com 14 e 33 pacientes com 15. Dentre as indicações de TC, 31 (68,9%) tinham perdido a consciência, 3 (6,7%) pontuaram menos do que 15 até 2 horas da admissão, 1 (2,2%) tinha suspeita de afundamento de crânio, 7 (15,5%) foram vômitos, 5 (11,1%) tinham idade superior a 65 anos, 14 (31,1%) sofriam de amnésia de eventos antes do trauma e 31 (68,9%) apresentaram trauma perigoso. Cinco pacientes apresentaram lesões intracranianas e, entre esses, um com possível intervenção neurocirúrgica. Conclusão: Os pacientes com TCE leve, que tenham pelo menos um dos sinais ou sintomas da presença de lesões devem ser submetidos à TC de crânio.

Palavras-chave


traumatismos encefálicos; tomografia computadorizada por raios X; ferimentos e lesões; Escala de Coma de Glasgow

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DOI: http://dx.doi.org/10.23925/1984-4840.2017v19i2a6

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