Jogos eletrônicos e suas implicações na saúde mental de jovens universitários
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a5Palavras-chave:
Saúde Mental, Jogos Eletrônicos, Estudantes, Depressão, AnsiedadeResumo
Objetivo: identificar e analisar os possíveis efeitos protetivos e/ou negativos da prática de jogos eletrônicos na saúde mental de jovens universitários. Métodos: estudo descritivo e exploratório, de caráter quanti-qualitativo, com a participação de 163 jovens da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com idades entre 18 e 29 anos, que responderam a um formulário virtual dividido em três seções: perfil sociodemográfico, prática de jogos eletrônicos e Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21). Foram realizadas análises multivariadas de variância, com o auxílio do software R para Windows. Resultados: observaram-se padrões nas práticas de jogo que se iniciam na infância e se mantêm no cotidiano dos jogadores ao longo da vida adulta, com alta frequência de uso na fase jovem adulta. De modo geral, os níveis de sintomas de depressão, ansiedade e estresse estavam abaixo do esperado para essa população. Todavia, o sexo feminino e o diagnóstico ou relato de sintomas psiquiátricos prévios estiveram estatisticamente associados a maiores índices de de pressão, estresse e ansiedade. Conclusão: não foi identificada correlação entre o ato de jogar e a manifestação dos sintomas investigados.
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