Avaliação da qualidade de vida de pacientes com leucemia mieloide crônica em tratamento
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-4840.2026v28a3Palabras clave:
Leucemia Mieloide Crônica, Qualidade de Vida, Inquéritos e QuestionáriosResumen
Objetivos: avaliar a qualidade de vida e os dados clínicos, demográficos e laboratoriais de pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) em tratamento no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Métodos: foram analisados 100 prontuários de pacientes com LMC em tratamento no CHS. Coletaram-se informações como sexo, idade atual, diagnóstico, tratamento inicial e atual, e dados do diagnóstico (níveis de hemoglobina, plaquetas, leucócitos e tamanho do baço). Também foram aplicados 91 questionários SF-36 (versão brasileira), de forma presencial ou virtual. Resultados: houve predominância do sexo feminino (54%). A média de idade foi de 55 anos e, no diagnóstico, de 47,5 anos. Na suspeita de LMC, 84% utilizaram hidroxiureia; após a confirmação, 100% iniciaram imatinibe. Atualmente, 57% utilizam imatinibe, 27% nilotinibe, 15% dasatinibe e 1% ponatinibe. Os principais achados laboratoriais ao diagnóstico foram anemia (76,9%) e leucocitose (86,9%). Em 72 prontuários com dados referentes ao baço, 68% apresentavam esplenomegalia. Dos 91 participantes do SF-36, 56% eram mulheres. A média dos escores em todos os oito domínios foi inferior à da população normativa brasileira. As mulheres apresentaram escores mais baixos que os homens em todos os domínios. Os menores escores foram observados nos domínios de vitalidade e de estado geral de saúde, com padrão semelhante ao da população brasileira. Conclusão: a LMC é uma doença que compromete a qualidade de vida dos pacientes. Os escores dos pacientes avaliados foram inferiores aos da população geral, especialmente entre as mulheres e nos domínios de vitalidade e de estado geral de saúde ...
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