Acesso negado e colonialidade: diálogos com mulheres brasileiras qualificadas em Portugal
DOI:
https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.69316Palavras-chave:
Mulheres brasileiras qualificadas, Colonialidade, Imigração, Acesso negadoResumo
O objetivo deste artigo é compreender as dinâmicas coloniais enfrentadas por mulheres brasileiras em sua integração no mercado de trabalho português, bem como na cidade, e suas práticas de enfrentamento às colonialidades. Entrevistamos 38 mulheres brasileiras que vivem em Portugal há três anos ou menos, pertencentes à chamada quarta onda migratória de brasileiros para o país. Os dados foram coletados entre fevereiro de 2019 e outubro de 2020, presencialmente, considerando as medidas sanitárias restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19. Nossos resultados são apresentados em duas categorias: a) acesso negado e b) estratégias de enfrentamento e direito à cidade. Eles revelam que as barreiras frequentemente envolvem xenofobia e assédio, crueldade e patologização colonial que permanecem presentes sobre a população subordinada, uma terminologia cunhada por Spivak (2003) em relação às estratégias de (re)existência.
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