Acesso negado e colonialidade: diálogos com mulheres brasileiras qualificadas em Portugal

Autores

  • Andrea Oltramari Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Josiane Silva de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marina Rainho Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Aline Chima Komino Universidade Estadual de Maringá https://orcid.org/0000-0003-4815-8424

DOI:

https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.69316

Palavras-chave:

Mulheres brasileiras qualificadas, Colonialidade, Imigração, Acesso negado

Resumo

O objetivo deste artigo é compreender as dinâmicas coloniais enfrentadas por mulheres brasileiras em sua integração no mercado de trabalho português, bem como na cidade, e suas práticas de enfrentamento às colonialidades. Entrevistamos 38 mulheres brasileiras que vivem em Portugal há três anos ou menos, pertencentes à chamada quarta onda migratória de brasileiros para o país. Os dados foram coletados entre fevereiro de 2019 e outubro de 2020, presencialmente, considerando as medidas sanitárias restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19. Nossos resultados são apresentados em duas categorias: a) acesso negado e b) estratégias de enfrentamento e direito à cidade. Eles revelam que as barreiras frequentemente envolvem xenofobia e assédio, crueldade e patologização colonial que permanecem presentes sobre a população subordinada, uma terminologia cunhada por Spivak (2003) em relação às estratégias de (re)existência.

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Publicado

2026-09-01

Como Citar

Oltramari, A., Oliveira, J. S. de, Rainho, M., & Komino, A. C. (2026). Acesso negado e colonialidade: diálogos com mulheres brasileiras qualificadas em Portugal. Revista De Carreiras E Pessoas, 16(3), 673–695. https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.69316