Liderança tóxica no mercado financeiro: investigação e mensuração segundo a opinião de empregados do setor bancário
DOI:
https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.72420Palavras-chave:
Liderança, Liderança tóxica, Mercado financeiroResumo
Com o objetivo de investigar e mensurar a liderança tóxica no mercado financeiro, foram estipuladas como bases conceituais a teoria crítica, o fenômeno da liderança e liderança tóxica. Estudo quantitativo (survey) realizado com 310 profissionais do setor bancário. Detectou-se alto grau de toxicidade da liderança em todos os aspectos do constructo: Megalomania, Autoridade Abusiva e Instabilidade e Assédio. Diferenças de atribuições de acordo com o perfil do respondente, em especial a escolaridade e o tempo de experiência profissional, também foram encontrados. Os resultados reforçam a problemática da toxidade no mercado financeiro e novos estudos visando ações para mitigar essa realidade.
Downloads
Referências
Alcantara, l. (2014, 04 de maio). Vida de Bancário: do Sonho à Frustração com a Profissão do Estresse. CadaMinuto. https://bancariosal.org.br/noticia/27086/vida-de-bancario-do-sonho-a-frustracao-com-a-profissao-do-estresse.
Alves, S. (2010). Liderança organizacional: discussão sobre um conceito-chave à administração. Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, 4(1), pp. 43-53. https://doi.org/10.12712/rpca.v4i1.11035
Andrade, P. C., Rosário, R. A., Moreira, T. A. P., & Reis Neto, A.C. (2019). A Incidência de Liderança Tóxica em Uma Empresa Multinacional do Setor de Call Center. ReCaPe - Revista de Carreiras e Pessoas, 9(3), pp. 376-392. https://doi.org/10.20503/recape.v9i3.41214
Andreoli, T. P., Lima, V., Louzada, S., & Kubo, E. (2022). Liderança Tóxica: Desenvolvimento e Validação de uma Escala de Mensuração. Desenvolvimento em Questão, 20(58), pp. 1-17. https://doi.org/10.21527/2237-6453.2022.58.12264
Basilio, P. (2014, 25 de abril). De Cada 10 Denúncias de Assédio Moral, Três são Contra Bancos, Diz Mpt. Bancários de Alagoas. https://bancariosal.org.br/noticia/27049/de-cada-denuncias-de-assedio-moral-tres-sao-contra-bancos-diz-mpt
Batista-dos-Santos, A. C., Mata de Lima Alloufa, J., & Holanda Nepomuceno, L. (2010). Epistemologia e Metodologia para as Pesquisas Críticas em Administração: leituras aproximadas de Horkheimer e Adorno. RAE - Revista de Administração de Empresas, 50(3), 312-324.
Bitencourt, C. (2010). Gestão contemporânea de pessoas: novas práticas, conceitos tradicionais. (2ª ed.). Bookman.
Budak, O., & Erdal, N. (2022). The mediating role of burnout syndrome in toxic leadership and job satisfaction in organizations. South East European Journal of Economics and Business, 17(2), pp. 1-17.https://doi.org/10.2478/jeb-2022-0011
Carstensen, L. (2014, 01 de janeiro). Assédio moral e metas abusivas ameaçam saúde de bancários. Repórter Brasil. http://reporterbrasil.org.br/2014/01/assedio-moral-e-metas-abusivas-ameacam-saude-de-bancarios/
Cooper, D. R., & Schindler, P. S. (2016). Métodos de Pesquisa em Administração. (12ª ed.). McGraw Hill Brasil.
Costa, A. F. F. O lado negro da liderança: a liderança tóxica e os seus efeitos no comportamento e bem-estar dos trabalhadores (2020). [Dissertação de Mestrado em Marketing – Faculdade de Economia]. Universidade de Coimbra.
Davel, E., & Machado, H. V. (2001). A dinâmica entre liderança e identificação: sobre a influência consentida nas organizações contemporâneas. Revista de Administração Contemporânea, 5(3), pp.107-126.
Day, D. V., & Antonakis, J. (2012). The nature of leadership ( 2nd ed). Sage Publications Inc.
Deci, E.L., Connell, J.P. and Ryan, R.M. (1989). Self-Determination in a Work Organization. Journal of Applied Psychology, 74, pp. 580-590.
http://dx.doi.org/10.1037/0021-9010.74.4.580
Faria, J. H. (2009). Teoria Crítica em Estudos Organizacionais no Brasil: o estado da arte. Cadernos EBAPE.BR, 7(3), pp. 509-515.
Farias, E. (2023, 14 de abril). Alertas globais chamam a atenção para o papel do trabalho na saúde mental. EPSJV/Fiocruz. https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/reportagem/alertas-globais-chamam-a-atencao-para-o-papel-do-trabalho-na-saude-mental
Gomes, A. M. G. (2017) Liderança e personalidade: reflexões sobre o sofrimento psíquico no trabalho. Revista de Psicologia, Fortaleza, 8 (3), p. 83-91, jul./dez.
Grint, K. A history of leadership. (2011) In: Bryman, A., Collinson, D., Grint, K., Jackson, B., & Uhlbien, M. Sage Publications, pp. 3-14.
Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., Anderson, R. E., & Tatham, R. L. (2005). Análise multivariada de dados (5a. ed.). Bookman Editora.
Hair, J. F., Black, W. C., Babin, B. J., & Anderson, R. E. (2009). Multivariate Data Analysis (7th ed.). Pearson Education.
Hallack, P. (2020, 12 de dezembro). Mercado financeiro atrai jovens com onda de investimentos e salários altos. EDUCAR https://www.terra.com.br/noticias/educacao/carreira/mercado-financeiro-atrai-jovens-com-onda-de-investimentos-e-salarios-altos,ddf0e730a9d331b1c18146e12e79d6eajtnea9dt.html?utm_source=clipboard
Hattab, S., Wirawan, H., Salam, R., Daswati, D., & Niswaty, R. (2022). The effect of toxic leadership on turnover intention and counterproductive work behaviour in Indonesia public organisations. International Journal of Public Sector Management, 35(3), pp. 317-333. https://doi.org/10.1108/ijpsm-06-2021-0142
Lipman-Blumen, J. (2010). Toxic Leadership: A Conceptual Framework. In: Bournois, F., Duval-Hamel, J., Roussillon, S., Scaringella, JL. (eds) Handbook of Top Management Teams. Palgrave Macmillan, London. https://doi.org/10.1057/9780230305335_23
Lee, M. C. C., Sim, B. Y. H., & Tuckey, M. R. (2024). Comparing effects of toxic leadership and team social support on job insecurity, role ambiguity, work engagement, and job performance: A multilevel mediational perspective. Asia Pacific Management Review, 29(1), pp.115-126. DOI: https://doi.org/10.1016/j.apmrv.2023.09.002
Morin, E. (1991). Introdução ao pensamento complexo Lisboa: Instituto Piaget, 1991.
Mozzato, A.R., & Grzybouvski, D. (2013). Abordagem crítica nos estudos organizacionais: concepção de indivíduo sob a perspectiva emancipatória. Cadernos EBAPE.BR, 11(4), pp. 503-519. https://doi.org/10.1590/S1679-39512013000400003
Nassar, L. M., Pereira Junior, G. A., & Porto, G. S. (2018). Inovação para redução da síndrome de Burnout em estudantes e profissionais da medicina: uma revisão sistemática da literatura. RACEF–Revista de Administração, Contabilidade e Economia da Fundace, 9(3), pp. 1-11. https://doi.org/10.13059/racef.v9i3.440
Netto, A. F. N., Ferreira, V. C. P., Novaes, J. L. C., & da Silva Neiva, D. (2016). A Teoria Crítica no estudo da Administração. ReCaPe - Revista de Carreiras e Pessoas, 6(3), pp. 1-21. DOI: https://doi.org/10.20503/recape.v6i3.31058
Newstrom, J., W. (2008). Comportamento Organizacional: O Comportamento Humano no Trabalho (12ª. ed.). AMGH.
Northouse, P. G. (2010). Leadership theory and practice. Sage Publications.
Ouimet, G. (2002). As armadilhas dos paradigmas da liderança. (2002). RAE - Revista de Administração de Empresas, 42(2), pp. 8-16.
Pelletier, K. L. (2010) Leader toxicity: An empirical investigation of toxic behavior and rhetoric. Leadership Journal. 6(4). https://doi.org/10.1177/1742715010379
Pereira, J. J., Maranhão, C. M. S. A., Rezende, A. F., & Mendonça, M. C. A. ( Set. 2015). Um estudo sobre as teorias tradicionais de liderança: um estudo da teoria crítica. In Anais do XXXIX Encontro Nacional de Pós-Graduação em Administração. Belo Horizonte, MG.
Petarli, G. B., Zandonadi, E., Salaroli, L. B., & Bisssoli, N. S. (2015). Estresse Ocupacional e Fatores Associados em Trabalhadores Bancários de Vitória (ES). Temas Livres: ciência e saúde coletiva, 20 (12), https://doi.org/10.1590/1413-812320152012.01522015
Peuker, A. C. (2022, 02 de março). Por que o setor financeiro está com a saúde mental sob ameaça? Economia SC. https://economiasc.com/2022/03/02/por-que-o-setor-financeiro-esta-com-a-saude-mental-sob-ameaca/
Pinto, S.P. (2017, 18 de março). Stress e Ansiedade abalam bancários. Nascer do Sol. https://sol.sapo.pt/artigo/554083/stress-e-ansiedade-abalam-bancarios-
Reatto, D., Silva, D.A., Isidoro, M.L., & Rodrigues, N.T. (2014) Prevalência da Síndrome de Burnout no setor bancário no município de Araçatuba (SP). Archives of Health Investigation, 3(2), pp. 1-8. - ISSN 2317-3009
Reed, G., E. (2004). Toxic leadership. Military Review, 84(4), p. 67-71.
Salvador, A. R. B. (2018). Liderança Tóxica e Liderança de Empoderamento: relações com a motivação para o trabalho. [Dissertação de Mestrado em Psicologia - Escola de Ciências Sociais. Departamento de Psicologia da Universidade de Évora]. Universidade de Évora.
San Miguel, C. S. P. B. (2020). Liderança Tóxica: Impacto na Síndrome de Burnout e na Intenção De Saída. [Dissertação de Mestrado em Ciências Empresariais - Universidade de Lisboa]. Universidade de Lisboa.
Sabino, A., Cesário, F., & Antunes, A. (2024). Linking toxic leadership to exit, voice, silence and neglect: the mediating role of loyalty. Management Research: Journal of the Iberoamerican Academy of Management. https://doi.org/ 10.1108/MRJIAM-10-2023-1471
Schmidt, A., A. (2008). Development and validation of the toxic leadership scale. University of Maryland, College Park ProQuest Dissertations Publishing.
Schermerhorn, J., R. (2007). Administração. (8ª ed.). LTC.
Sousa Santos, E., de Sousa, J. D. S., Sunhiga, G. E., & Costa, D. H. (2022). Como a Gestão de Pessoas tem sido influenciada por meio da Síndrome de Burnout e qual o seu impacto na Administração. E-Acadêmica, 3(2), pp. 1-6, e1132143-e1132143. http://dx.doi.org/10.52076/eacad-v3i2.143
Souza, B. M. F. de. (2024). Um Mau Líder Pode Destruir Bons Profissionais: O Impacto da Liderança Tóxica no Ambiente de Trabalho. Psicólogo Mogi das Cruzes. https://psicologomogidascruzes.com.br/artigo/um-mau-lider-pode-destruir-bons-profissionais/
Stanford Encyclopedia of Filosophy. (2023). Critical Theory (Frankfurt School) First published. https://plato.stanford.edu/entries/critical-theory/
Turano, L. M.; Cavazotte, F. (2016). Conhecimento científico sobre liderança: uma análise bibliométrica do acervo do The Leadership Quarterly. Revista de Administração Contemporânea, 20, pp. 434-457. https://doi.org/ 10.1590/1982-7849rac2016140075
Tuckey, M. R., Bakker, A. B., & Dollard, M. F. (2012). Empowering leaders optimize working conditions for engagement: A multilevel study. Journal of Occupational Health Psychology, 17(1), 15–27. https://doi.org/10.1037/a0025942
Whicker, M., L. (1999). About this issue. Presidential Studies Quarterly, 29(1), pp. 7-13.
Yavaş, A. (2016). Sectoral Differences in the Perception of Toxic Leadership. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 229, pp. 267-276.
Yukl, G.A. (2002). Leadership in Organizations (5th ed.), Prentice Hall.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Taís Pasquotto Andreoli, Maria Thereza Pompa Antunes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
• O(s) autor(es) autoriza(m) a publicação do artigo na revista.
• O(s) autor(es) garante(m) que a contribuição é original e inédita e que não está em processo de avaliação em outra(s) revista(s).
• A revista não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos, por serem de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es).
• É reservado aos editores o direito de proceder ajustes textuais e de adequação do artigos às normas da publicação.
• Os Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).