Mulheres na academia: decorrências de uma carreira de obstáculos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.73033

Palavras-chave:

Academia, Docência, Mulheres, Trabalho

Resumo

Este artigo analisa a posição de mulheres em Instituições de Ensino Superior (IES), à luz da Psicologia Social e dos Estudos Feministas de Gênero. A pesquisa investigou a percepção de acadêmicas sobre seu lugar, satisfação e impactos de gênero na carreira. Participaram 208 mulheres cis por questionário online (maioria branca, com doutorado/pós-doutorado, áreas da saúde/educação, e 60,6% com experiência em gestão). Foram realizadas análises estatísticas descritivas e inferenciais. Nos resultados, 36,5% indicaram sofrimento psíquico no SRQ-20. Características pessoais foram tanto facilitadoras (45,2%) quanto obstáculos (44,2%). Ser não branca, não ter filhos, ter ocupado cargos de gestão, atuar em IES privadas e altos escores no SRQ-20 associaram-se a experiências negativas. Frustrações envolveram carga horária, salários, valorização e desigualdades de gênero. O sonho de “fazer o mesmo em outro lugar” aponta que o problema está no contexto institucional, não na atividade acadêmica.

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Publicado

2026-09-01

Como Citar

Strey, M. N., Lucini, T. C. G., Horta, R. L., Cabral, S. M., & Avila, J. S. de. (2026). Mulheres na academia: decorrências de uma carreira de obstáculos. Revista De Carreiras E Pessoas, 16(3), 649–672. https://doi.org/10.23925/recape.v16i3.73033