Qu’est-ce qu’un citoyen global ? La vision d’une sémiotique cognitive

Autores

Palavras-chave:

architecture mentale, catastrophe, dynamique, écologie globale, imaginaire, organique, types de signes, socio-sphère, symbolique

Resumo

Para pensar “globalmente”, deve-se utilizar noções globais como as de sociedade, de linguagem e de semiose, desenvolvidas numa perspectiva científica. O artigo trata em primeiro lugar do que uma sociedade humana é no plano ecológico geral e global, considerando o que ela toma e devolve à natureza. O modelo realista, crítico e estratificado obtido serve como quadro geral e global para descrever o mundo vivido, assim como seus níveis e domínios de experiência. Os princípios humanos de autoridade, de poder e de verdade dependem de uma perspectiva desse gênero eco-ontológico. Considera-se em seguida o modo como os signos e o sentido se desenvolvem segundo uma tal descrição global (e de fato universal) : o sentido entra numa tipologia estável que inclui os modos performativo, epistêmico e afetivo ; os tipos de signos e os tipos de uso da linguagem ancoram esses modos enquanto formatos semânticos nos discursos. As estruturas discursivas, que incluem os formatos narrativo, argumentativo e descritivo, determinam as formas possíveis do conhecimento acessível para o cidadão global, ou seja, a história, a filosofia e a ciência, complementando as formas da arte e da religião, cuja origem deve ser procurada no nosso psiquismo. Todavia, em vez de opor o psiquismo e o mundo cotidiano, tenta-se mostrar como um estudo psico-semiótico deve também ser diretamente associado a uma abordagem eco-semiótica, desde que o próprio espírito é configurado pelo mundo semiótico no qual o homem evoluiu durante os 50.000 anos da modernidade. Hoje, face às ameaças contemporâneas, a ética, a estética e o pensamento crítico devem convergir para defender a possibilidade de um habitat e de uma humanidade globais e planetários.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Bataille, Georges, La part maudite, Paris, Minuit, 1949.

— L’expérience intérieure, Paris, Gallimard, 1954.

Brandt, Per Aage, La charpente modale du sens, Amsterdam et Aarhus, Benjamins et Aarhus University Press, 1992.

— Spaces, Domains, and Meaning : Essays in Cognitive Semiotics, Berne, Peter Lang (European Semiotics, 4), 2004.

— « Form and meaning in art », in Mark Turner (ed.), The Artful Mind. Cognitive Science and the Riddle of Human Creativity, New York, Oxford University Press, 2006.

— The Music of Meaning. Essays in Cognitive Semiotics, Newcastle upon Tyne, Cambridge Scholars, 2019.

Eisenstadt, Shmuel N. (éd.), The Origin and Diversity of Axial Age Civilizations, New York, State University of New York Press, 1986.

Ellis, Maureen (ed.), Critical Global Semiotics. Understanding Sustainable Transformational Citizenship, London, Routledge, 2019.

Graeber, David, Debt : The First 5,000 Years, New York, Melville House, 2011.

Jaspers, Karl, Vom Ursprung und Ziel der Geschichte (1949), Munich et Zürich, R. Piper & Co., 1983.

Oakley, Todd, From Attention to Meaning, Explorations in Semiotics, Linguistics and Rhetoric, Berne, Peter Lang, 2009.

Thom, René, Stabilité structurelle et morphogenèse. Essai d’une théorie générale des modèles, Reading (MA), W.A. Benjamin, 1972.

Zlatev, Jordan, Göran Sonesson et Piotr Konderak (éds.), Meaning, Mind and Communication : Explorations in Cognitive Semiotics, Berne, Peter Lang, 2016.

Publicado

2022-12-26

Como Citar

Brandt, P. A. . (2022). Qu’est-ce qu’un citoyen global ? La vision d’une sémiotique cognitive. Revista Acta Semiotica, 2(4). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/actasemiotica/article/view/60177

Edição

Seção

Aberturas teóricas