Pânicos morais e mobilização política
as estratégias da extrema direita para controlar o debate público
DOI:
https://doi.org/10.23925/1982-6672.2025v17i52p48-71Palavras-chave:
pânico moral, bolsonarismo, extrema direita, negacionismo, populismoResumo
Este artigo analisa a instrumentalização de pânicos morais durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), com foco nos discursos utilizados para reforçar as estratégias políticas da extrema direita, deslegitimar opositores e mobilizar a base de aliados. A partir de uma abordagem qualitativa, o estudo discute os principais casos de pânicos morais fomentados durante o período, incluindo a questão da pedofilia, a “ideologia de gênero”, as críticas à comunidade LGBTQIA+, a defesa da família tradicional, o movimento Escola sem Partido, os ataques violentos nas escolas, a ideia de “cidadão de bem”, o negacionismo científico, particularmente na pandemia de COVID-19, a demonização do comunismo e do globalismo como inimigos internos e externos, entre outros. Utilizando análise de discurso e revisão bibliográfica sobre pânicos morais, extrema direita e comunicação política, argumentamos que esses pânicos foram fundamentais para a manutenção do apoio à extrema direita, promovendo polarização e desconfiança institucional.
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