A América Latina resiste?
autoritarismo e imperialismo através de “O Senhor Presidente” e “Cem Anos de Solidão”
DOI:
https://doi.org/10.23925/1982-6672.2025v17i52p120-137Palavras-chave:
Literatura, América Latina, Política, Autoritarismo, ArteResumo
O presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise de dois clássicos do realismo mágico na região latino-americana, “O Senhor Presidente”, do guatemalteco Miguel Ángel Astúrias, e “Cem Anos de Solidão”, escrita pelo autor colombiano Gabriel Garcia Márquez, procurando relacionar a trajetória dos autores, assim como suas respectivas obras, com o contexto político-social vivenciados. Neste sentido, procura compreender como é construída a figura dos políticos autoritários e a lógica de poder imperialista na América Latina a partir do conteúdo das obras e do contexto de suas produções, utilizando-se como ferramentas, conceitos como a “servidão voluntária” do francês Étienne de La Boétie e o “super-homem” de Friedrich Nietzsche, além do uso de fundamentos socioantropológicos latinos, a partir de intelectuais como Darcy Ribeiro, Octavio Ianni, Eduardo Galeano. Pode-se concluir que tais produções literárias foram fundamentais como uma denúncia alegórica as contradições da modernização e do progresso ocidental, onde a região resiste a sua maneira a um passado que ainda se insiste presente, e onde este, enquanto não superado, é incorporado a realidade da atual identidade latina.
Referências
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