O individual é também social
autoficção e gestus como reveladores de parte da identidade de estudantes do ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.23925/1982-6672.2025v17i52p198-211Palavras-chave:
gestus, autoficção, ensino de teatro, educação básicaResumo
Esse artigo adveio da experiência de estágio de regência, cujos conteúdos abordados foram autoficção e gestus. Como objetivos do estágio, constaram: observar a relação entre os alunos e a criação de personagem partindo de sua própria realidade; identificar e refletir sobre a autoficção e o conceito de gestus brechtiano presentes nas atividades realizadas pelos alunos. As experiências obtidas durante esse processo suscitaram reflexões e geraram o objetivo principal deste artigo: analisar pormenorizadamente os materiais obtidos durante o processo. Como referenciais teóricos, o trabalho foi ancorado em Mirian Souza Rodrigues Ferreira (2018), que discute a linguagem teatral no currículo de artes do Ensino Médio; Willi Bolle (1976), que contextualiza e conceitua o termo gestus social e Edson Ribeiro da Silva (2019), que conceitua e faz um apanhado histórico do gênero autoficcional. Como resultado, concluímos que os gestus apresentados pelos alunos em suas produções autoficcionais deviam ser questionados em sala de aula para promover reflexão e debate, a fim de aumentar a conscientização sobre suas próprias ações e desafiá-los a confrontar os estereótipos e estigmas que a escola e a sociedade colocam sobre eles.
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