A Ameaça Relativista: Pragmatismo, Resposta-dependência e Protagorismo

Ophelia O. Deroy

Resumo


O pragmatismo é notoriamente difícil de se definir, particularmente quando vai de Peirce até suas formas mais modernas. Isso ameaça sua coerência e deixa espaço para uma leitura relativista, na qual qualquer coisa pode ser uma forma de pragmatismo. Pretendo, aqui, examinar argumentos em favor de uma definição rigorosa da máxima original de 1878. Mostro que, nas suas leituras do tipo resposta-dependência, ela assegura tanto a especificidade quanto a relevância contemporânea do pragmatismo. Alguma semelhança entre a leitura do tipo resposta-dependência da máxima pragmática e a máxima de Protágoras reaviva a ameaça relativista dentro do pragmatismo assim redefinido. Mas, contrariamente à primeira ameaça, esta segunda é de certa maneira válida: ela justamente lembra que, historicamente, o pragmatismo foi uma forma de reação em favor de “Protágoras ao invés de Platão”, e também foi considerado como uma forma de antropocentrismo ou “humanismo”. Filosoficamente, ela põe um desafio ao pragmatismo: como ele pode recusar o absolutismo e o realismo metafísico sem defender uma forma de relativismo? Como nossas concepções podem ser tanto definidas em termos de nossas disposições para agir quanto ter uma forma objetiva? A rigidez da definição previamente dada ao pragmatismo ajuda, aqui, a diferenciar as espécies de desafios relativistas, que merecem ser temidos e atacados de maneiras diversas.

Palavras-chave


Significado; Pragmatismo; Máxima pragmática; Peirce; Protágoras; Relativismo; Resposta-dependência

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