A Crença como uma Disposição para Agir: Variações acerca de um Tema Pragmatista

Pascal Engel

Resumo


Um dos temas mais familiares da filosofia pragmatista é a idéia de que a crença é uma disposição para agir ou um hábito de ação. Peirce tomou-a de Alexander Bain e a transformou numa das pedras fundamentais do seu pragmatismo. Desde então, essa idéia tem sido associada ao cerne das doutrinas do pragmatismo clássico. Na filosofia analítica, a tese de que a crença é uma disposição para agir tem sido igualmente influente e muito discutida, desde Ramsey até a filosofia da mente funcionalista da contemporaneidade.Neste artigo, quero mostrar que, embora seja uma linha comum de muitas doutrinas pragmatistas, ou inspiradas no pragmatismo, o tema da crença-como-disposição-para-agir é tocado em tons muito diferentes pelos vários executores filosóficos. Todo um livro poderia ser dedicado ao tópico. Limitar-me-ei aqui às visões de Peirce, James, Ramsey, os funcionalistas contemporâneos e Isaac Levi. Dependendo de como eles interpretam esse tema, os filósofos pragmatistas podem enfatizar mais ou menos o papel da teoria e da prática em suas respectivas abordagens do pensamento, da verdade e da inquirição. Quando reforçam a primeira, os pragmatistas são o que chamo de pragmatistas teóricos; quando põe ênfase na segunda, chamo-os de pragmatistas da práxis. Sugiro que a primeira variedade é muito mais interessante do que a outra, e alinho-me aos pragmatistas teóricos.

Palavras-chave


Crença; Hábito; Disposição para agir; Pragmatismo; Filosofia analítica; Funcionalismo

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