O método analítico de construções de explicações mecânicas e suas consequências epistemológicas e metodológicas: o pragmatismo de Poincaré e a partícula de Deus versus o Racionalismo de Duhem

José R.N. Chiappin

Resumo


O artigo foca sobre o exame do método analítico, que substitui o método sintético, de elaborar explicações dos fenômenos físicos. O método analítico substitui a construção de modelos mecânicos concretos por representações matemáticas. A tese da identificação do método analítico com uma teoria da matéria, que consiste na adição desta às representações matemáticas, produz profundos conflitos epistemológicos e metodológicos entre concepções da física, e, por aqui, de ciência. O principal conflito é entre o pragmatismo de Poincaré e o realismo estrutural de Duhem. O conflito relaciona-se com a adesão do primeiro à tese da identificação, fazendo surgir o problema de uma inevitável regressão infinita por novos fundamentos da matéria, e, do segundo, com uma interpretação da mecânica como linguagem. Forma-se um ambiente apropriado para uma reflexão sobre o problema da física atual com sua busca incessante por novas partículas, como a da partícula de Deus (Bóson de Higgs).


Palavras-chave


Poincaré. Pragmatismo. Mecânica analítica. Testabilidade empírica. Falseabilidade. Duhem.

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