Ensaio sobre o estatuto da verdade na pós-modernidade
da verdade metafísica à verdade pragmatista
DOI:
https://doi.org/10.23925/2316-5278.2026v27i1:e75230Palavras-chave:
Verdade, Pós-modernidade, PragmatismoResumo
O artigo examina a transformação histórica e conceitual do estatuto da verdade no pensamento ocidental, analisando seu deslocamento da matriz metafísica para a matriz pragmatista no contexto da pós-modernidade. A partir de uma abordagem estritamente teórica, mobiliza-se a crítica genealógica de Friedrich Nietzsche à tradição metafísica da verdade, bem como o diagnóstico pós-moderno de autores como Jean-François Lyotard, Gianni Vattimo e, de modo central, Zygmunt Bauman. Em diálogo com o pragmatismo clássico de William James, argumenta-se que a crise contemporânea da verdade não implica sua dissolução, mas a redefinição de seus critérios de validade, agora ancorados na experiência, na prática e na utilidade social dos enunciados. Sustenta-se, por fim, que a concepção pragmatista da verdade oferece uma chave interpretativa fecunda para compreender os impasses e as possibilidades do debate pós-moderno sobre o conhecimento.
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