Júri simulado no ensino jurídico

disfunções no regime de informação e o modelo de júri mediado

Autores/as

  • Jobson Louis Almeida Brandão Instituto Federal da Paraíba - IFPB, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Faculdade de Ensino Superior da Paraíba - FESP https://orcid.org/0000-0003-4146-5747

DOI:

https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76245

Palabras clave:

Ensino jurídico, Metodologias ativas, Júri simulado, Regimes de informação, Competência em informação

Resumen

Este artigo analisa criticamente o uso do Júri Simulado no ensino jurídico a partir da perspectiva dos regimes de informação, compreendendo-o como um ambiente informacional pedagógico estruturado por relações entre organização, mediação e uso da informação. Com base em observação participante realizada em 2025, identifica três disfunções estruturais interdependentes: entropia informacional, ausência de mediação segmentada e dificuldade de conversão do conhecimento jurídico em performance argumentativa; e as modela como um ciclo sistêmico que compromete a eficácia formativa da atividade. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório-analítico, articulando referenciais das Ciências Jurídicas, da Ciência da Informação e da Educação. Como contribuição, propõe o modelo de Júri Mediado, estruturado em um ciclo pedagógico de quatro fases (diagnóstico informacional, mediação segmentada, simulação monitorada e feedback reflexivo), orientado à reorganização dos fluxos informacionais e ao desenvolvimento integrado de competências jurídicas. Conclui-se que a eficácia do Júri Simulado depende menos de sua adoção como metodologia ativa e mais da qualidade do regime de informação pedagógico que o sustenta.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Jobson Louis Almeida Brandão, Instituto Federal da Paraíba - IFPB, Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Faculdade de Ensino Superior da Paraíba - FESP

Doctor en Ciencias de la Información (PPGCI/UFPB). Máster en Gestión (PPGOA/UFPB). Licenciado en Bibliotecología (UFPB). Graduado en Gestión Pública (UNINASSAU). Estudiante de Derecho (FESP). Profesor Permanente en el Programa de Posgrado en Ciencias de la Información de la Universidad Federal de Alagoas (PPGCI/UFAL). Gestor de Innovación y Bibliotecario en el Instituto Federal de Paraíba (IFPB). Investigador Líder en el Grupo de Investigación PROJECIT (CNPq).

Citas

ALMEIDA, Douglas Vieira de; MERCADO, Luis Paulo Leopoldo. Metodologias ativas como estratégias didáticas no ensino jurídico. Contrapontos, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 169-189, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.14210/contrapontos.v21n1.p169-189. Acesso em: 4 maio 2026.

ARGYRIS, Chris; SCHÖN, Donald. Theory in practice: increasing professional effectiveness. San Francisco: Jossey-Bass, 1974.

BELLUZZO, Regina Célia Baptista. Construção de mapas: desenvolvendo competências em informação e comunicação. 2. ed. Bauru: Cá Entre Nós, 2007.

BELLUZZO, Regina Célia Baptista; FERES, Glória Georges. Competência em informação, redes de conhecimento e as metas educativas para 2021: reflexões e inter-relações. In: BELLUZZO, R. C. B.; FERES, G. G.; VALENTIM, M. L. P. (org.). Redes de conhecimento e competência em informação: interfaces da gestão, mediação e uso da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2015. p. 1-35.

BRANDÃO, Jobson Louis Almeida. Método Ciência-Ação nas Ciências Sociais Aplicadas: uma abordagem analítica sobre o potencial e a viabilidade de aplicação. Revista Conhecimento em Ação, Rio de Janeiro, v. 10, e67985, 2025. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/67985. Acesso em: 4 maio 2026.

DENZIN, Norman K.; LINCOLN, Yvonna S. O planejamento da pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2006.

FEFERBAUM, Marina; KLAFKE, Guilherme Forma. Metodologias ativas em direito: guia prático para o ensino jurídico participativo e inovador. São Paulo: Atlas, 2020.

FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009.

FREIRE, Isa Maria. Indícios da inteligência coletiva no regime de informação do Laboratório de Tecnologias Intelectuais - LTi. Encontros Bibli, Florianópolis, v. 23, n. 51, p. 44-58, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/1518-2924.2018v23n51p44. Acesso em: 4 maio 2026.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Novos cenários políticos para a informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 1, p. 27-40, jan./abr. 2002.

GHIRARDI, José Garcez. O instante do encontro: questões fundamentais para o ensino jurídico. São Paulo: Fundação Getulio Vargas, 2012. Disponível em: https://www.enfam.jus.br/wp-content/uploads/2015/03/O-instante-do-encontro.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.

GHIRARDI, José Garcez; OLIVEIRA, Juliana Ferrari de. Caminhos da superação da aula jurídica tradicional: o papel das instituições de ensino. Revista Brasileira de Estudos Políticos, Belo Horizonte, n. 113, p. 247-279, jul./dez. 2016. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbep/article/view/17739. Acesso em: 3 maio 2026.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2013.

PEREIRA JÚNIOR, Antonio Jorge; HOLAND, Francisco Einstein Sepúlveda de; LOPES, Cristiane Santana de Sousa. O uso das metodologias ativas no ensino do Direito: aplicação do método role play em uma faculdade do Centro-Sul do Piauí. Revista Jurídica, Curitiba, v. 3, n. 75, p. 190-211, 2023. Disponível em: https://revista.unicuritiba.edu.br/index.php/RevJur/article/view/5724. Acesso em: 4 maio 2026.

PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.

SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 2008.

SCHÖN, Donald. The reflective practitioner: how professionals think in action. New York: Basic Books, 1983.

SHANNON, Claude E. A mathematical theory of communication. The Bell System Technical Journal, New York, v. 27, n. 3, p. 379-423, jul. 1948. Disponível em: https://people.math.harvard.edu/~ctm/home/text/others/shannon/entropy/entropy.pdf. Acesso em: 4 maio 2026.

SHULMAN, Lee. Knowledge growth in teaching. Educational Researcher, Washington, v. 15, n. 2, p. 4-14, 1986.

TOMÉ, Semiramys Fernandes et al. O ensino jurídico participativo por via do tribunal do júri simulado. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 15, n. 10, p. 10159-10183, 2023. Disponível em: https://ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/view/1743. Acesso em: 4 maio 2026.

Publicado

2026-08-11

Cómo citar

Brandão, J. L. A. (2026). Júri simulado no ensino jurídico: disfunções no regime de informação e o modelo de júri mediado. Revista Fronteiras Interdisciplinares Do Direito, 1(1), 675–698. https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76245