Júri simulado no ensino jurídico
disfunções no regime de informação e o modelo de júri mediado
DOI:
https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76245Palavras-chave:
Ensino jurídico, Metodologias ativas, Júri simulado, Regimes de informação, Competência em informaçãoResumo
Este artigo analisa criticamente o uso do Júri Simulado no ensino jurídico a partir da perspectiva dos regimes de informação, compreendendo-o como um ambiente informacional pedagógico estruturado por relações entre organização, mediação e uso da informação. Com base em observação participante realizada em 2025, identifica três disfunções estruturais interdependentes: entropia informacional, ausência de mediação segmentada e dificuldade de conversão do conhecimento jurídico em performance argumentativa; e as modela como um ciclo sistêmico que compromete a eficácia formativa da atividade. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório-analítico, articulando referenciais das Ciências Jurídicas, da Ciência da Informação e da Educação. Como contribuição, propõe o modelo de Júri Mediado, estruturado em um ciclo pedagógico de quatro fases (diagnóstico informacional, mediação segmentada, simulação monitorada e feedback reflexivo), orientado à reorganização dos fluxos informacionais e ao desenvolvimento integrado de competências jurídicas. Conclui-se que a eficácia do Júri Simulado depende menos de sua adoção como metodologia ativa e mais da qualidade do regime de informação pedagógico que o sustenta.
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