O jogo persuasivo do discurso propagandístico da VW Kombi (60-70) e o papel do receptor na interpretação dos signos

Autores

Palavras-chave:

Semiótica, persuasão, discurso publicitário, VW-Kombi

Resumo

O presente artigo analisa o discurso propagandístico da Volkswagen (VW) Kombi, veiculado entre as décadas de 1960 e 1970, com foco nas campanhas publicitárias de 1961, 1964 e 1967. Fundamenta-se na concepção bakhtiniana da linguagem como fenômeno social e interativo, que articula diferentes campos da atividade humana. Esta investigação avança para o campo da semiótica (Santaella, 2005) e da retórica da persuasão (Charaudeau, 2010), incluindo a perspectiva de Iser (2002) acerca do papel ativo do receptor na construção de sentido. O artigo visa demonstrar como a organização dos signos, visuais e verbais, nas peças publicitárias, aliada às estratégias discursivas, produz efeitos de sentido capazes de dinamizar a inserção do utilitário no mercado brasileiro, mesmo diante de um orçamento reduzido e da concorrência de marcas consolidadas como Ford e Chevrolet. A metodologia consiste na análise interpretativa de três campanhas publicitárias, considerando-as como unidades de significação, em que os signos agregam subtextos visuais, verbais e intertextuais. Nessa perspectiva, a propaganda é entendida como um texto complexo, multifacetado e dotado de potencial gerador de novas mensagens, cuja eficácia depende da interação e da participação interpretativa do receptor.

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Biografia do Autor

Otávio Botelho Rosa, Universidade Feevale

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais na Universidade Feevale. Possui mestrado em Letras pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em 2018; graduação em Letras-Português/Espanhol e Respectivas Literaturas pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), em 2015, e licenciatura em Letras Hispânicas pela Universidade de Guadalajara/México (UDG), por intercâmbio universitário. É professor titular de língua espanhola da Escola de Aplicação Feevale. Atua nas áreas de Educação Inclusiva; Literaturas Africanas de Língua Portuguesa; Literatura e História e Literatura e Memória; e no ensino de língua espanhola e espanhol para fins específicos

Daniel Conte, Universidade Feevale

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, além de exercer a coordenação do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais da Universidade Feevale. É membro do Comitê de Assessoramento da área Interdisciplinar (2025-2027) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul, onde atuou no Comitê de Assessoramento, exercendo a vice-coordenação da área de Artes, Letras e Linguística (FAPERGS) entre os anos de 2019 e 2024. É parecerista Ad-Hoc da CAPES, CNPq, FAPESP (São Paulo), FAPESC (Santa Catarina), FAPES (Espírito Santo) e FAPERGS (Rio Grande do Sul). Realizou doutoramento em Literatura Brasileira, Portuguesa e Luso-africana e mestrado em Literatura Comparada, além da graduação em Letras Português-Espanhol e suas Literaturas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professor permanente e pesquisador da Universidade Feevale, atuando nos Programas de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais e Indústria Criativa. Orienta bolsistas de Iniciação Científica (CNPq e FAPERGS). É professor visitante no PPG-Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa Pós-Colonialismo e Identidades. Como pesquisador, está vinculado aos grupos de pesquisa Linguagens e Manifestações Culturais e Indústria Criativa (Universidade Feevale) e ao SUTRA - Subalternidades, Transculturalidade e Perspectivas Decoloniais, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ademais de ser parecerista e membro de corpo editorial de importantes revistas científicas no país. É membro da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC); da American Portuguese Studies Association (APSA); da Associação de Brasilianistas na Europa (ABRE); da Associação Internacional de Lusitanistas (AIL), da Deutscher Lusitanistenverband (DLV) e da Associação Internacional de Estudos Literários e Culturais Africanos (AFROLIC). Tem experiência na área de Letras com ênfase nas Literaturas em Língua Portuguesa, atuando nos seguintes temas: Comparativismo Literário, Literatura e Economia, Literatura, Colonialismo e Pós-Colonialismo; Mito e Literatura; Literatura, História, Identidade e Intertextualidade; Guerras Coloniais Africanas. 

Juracy Assmann Saraiva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Teoria Literária, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), em 1990, e realizou pós-doutorado em Teoria Literária, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2000. É mestre em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e graduada em Letras, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Foi professora e pesquisadora na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e coordenadora do mestrado profissional em Letras e do Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais, dessa mesma instituição. Atua como professora convidada no Programa de Pós-graduação em Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa, Nível 2, do CNPq, líder do Grupo de Pesquisa Ficção de Machado de Assis: Sistema Poético e Contexto. Suas pesquisas na área de Letras concentram-se na obra de Machado de Assis, na leitura e na metodologia do ensino de literatura. Em 2011, recebeu o prêmio Pesquisador Destaque da Área de Letras do RS, concedido pela FAPERGS e instituições parceiras dessa Fundação. Entre suas publicações, constam O circuito das memórias (2009), obra sobre Machado de Assis, editada pela Edusp e Nankin, Palavras, brinquedos e brincadeiras: cultura oral na escola (2011), proposta de exploração da tradição cultural da oralidade nas séries iniciais do ensino fundamental, editado pela Artmed e Texto literário: resposta ao desafio da formação de leitores (2017), organizado juntamente com Ernani Mügge e Tatiane Kaspari, que se voltam para a leitura de textos literários no ensino básico.

Referências

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BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 16. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.

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SANTAELLA, Lúcia. Semiótica aplicada. São Paulo: Cengage Learning, 2005.

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2006.

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Publicado

2026-06-28

Como Citar

Botelho Rosa, O., Conte, D., & Ignez Assmann Saraiva, J. (2026). O jogo persuasivo do discurso propagandístico da VW Kombi (60-70) e o papel do receptor na interpretação dos signos. GALÁxIA. Revista Interdisciplinar De Comunicação E Cultura, 51(1), e73103. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/73103

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