O jogo persuasivo do discurso propagandístico da VW Kombi (60-70) e o papel do receptor na interpretação dos signos
Palavras-chave:
Semiótica, persuasão, discurso publicitário, VW-KombiResumo
O presente artigo analisa o discurso propagandístico da Volkswagen (VW) Kombi, veiculado entre as décadas de 1960 e 1970, com foco nas campanhas publicitárias de 1961, 1964 e 1967. Fundamenta-se na concepção bakhtiniana da linguagem como fenômeno social e interativo, que articula diferentes campos da atividade humana. Esta investigação avança para o campo da semiótica (Santaella, 2005) e da retórica da persuasão (Charaudeau, 2010), incluindo a perspectiva de Iser (2002) acerca do papel ativo do receptor na construção de sentido. O artigo visa demonstrar como a organização dos signos, visuais e verbais, nas peças publicitárias, aliada às estratégias discursivas, produz efeitos de sentido capazes de dinamizar a inserção do utilitário no mercado brasileiro, mesmo diante de um orçamento reduzido e da concorrência de marcas consolidadas como Ford e Chevrolet. A metodologia consiste na análise interpretativa de três campanhas publicitárias, considerando-as como unidades de significação, em que os signos agregam subtextos visuais, verbais e intertextuais. Nessa perspectiva, a propaganda é entendida como um texto complexo, multifacetado e dotado de potencial gerador de novas mensagens, cuja eficácia depende da interação e da participação interpretativa do receptor.
Downloads
Referências
BAKHTIN, Mikhail Os Gêneros do discurso. In: Estética da Criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. 16. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2008.
CHARAUDEAU, Patrick. O discurso propagandista: uma tipologia. In: MACHADO, Ida Lucia e MELLO, Renato (org), Análises do Discurso Hoje. Rio de Janeiro: Nova Fronteira (Lucerna), 2010. Disponível em: <https://www.patrick-charaudeau.com/IMG/pdf/2010_d_Disc-_Propag_Belo_Vol3__ARTICLE.pdf> Acesso em: 10 jan. 2025.
ECO, Umberto. O leitor modelo. In: ECO, Umberto. Lector in fabula. São Paulo: Perspectiva, 1986.
FIORIN, José Luiz. Da necessidade da distinção entre texto e discurso. In: BRAIT, Beth (Org.); SOUZA-E-SILVA, Maria Cecília (Org.). Texto ou discurso? São Paulo: Editora Contexto, 2012.
ISER, W. O jogo do texto. In: JAUSS, H. R. et. al. A literatura e o leitor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
LOTMAN, Iuri Mikhailovich. La semiótica de la cultura y el concepto de texto. Entretextos, 2003. Tradução: Desiderio Navarro. Disponível em: <https://hermenecia.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/11/la-semiocc81tica-de-la-cultura-y-el-concepto-de-texto.pdf> Acesso em: 07 mai. 2025.
SANTAELLA, Lúcia. Semiótica aplicada. São Paulo: Cengage Learning, 2005.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 2006.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 GALÁxIA. Revista Interdisciplinar de Comunicação e Cultura

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores de artigos publicados mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons CC-BY, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado. Os autores concedem para GALÁxIA. Revista Interdisciplinar de Comunicação e Cultura o direito de primeira publicação.


Este obra está licenciada com uma Licença