Agricultura urbana como ambiguidade e ambivalência na periferia de Belo Horizonte
Palabras clave:
agricultura urbana, periferia urbana, ambiguidade e ambivalência, cidadania insurgente, agroecologiaResumen
O artigo analisa a agricultura urbana nas periferias de Belo Horizonte como prática social marcada por ambiguidade e ambivalência, buscando compreender como hortas comunitárias, formadas por populações historicamente excluídas, constituem simultaneamente refúgio e espaço de disputa política frente ao Estado. A pesquisa articula etnografia, reconstrução histórica da periferia belorizontina e análise da institucionalização da agricultura urbana. Os resultados mostram que essas práticas operam em duplo registro: como formalização precária funcional à gestão de “vazios urbanos” e como prática ambivalente que produz sociabilidades, aprendizagem agroecológica e insurgência cidadã. Conclui-se que as hortas não apenas respondem a exclusões, mas também instauram formas alternativas de reivindicação de direitos, contribuindo ao debate sobre democracia, participação e modos de vida periféricos.
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