Por um exame crítico do comparatismo francês

Michel Riaudel

Resumo


A ausência da literatura brasileira nos programas de literatura comparada dos concursos de seleção dos professores de Letras, na França, é o sinal que a disciplina gira principalmente em torno do tripé franco-anglo-germânico. Se uma maior abertura ao mundo é necessária, parece no entanto delicado estabelecer limites do que seria uma justa representação das literaturas estrangeiras. A questão remete, na verdade, à constituição do valor literário, evidenciando também o caráter algo distorcido dos estudos realizados em quadro estritamente nacional. É por isso, paradoxalmente, que reinscrever no seu campo de interesse a literatura brasileira, assim como outras áreas esquecidas, ensinaria aos comparatistas relativizar a base nacional dos estudos literários.

Palavras-chave


recepção francesa; literatura brasileira; literatura comparada; transferência; história nacional

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ISSN 1982-4807

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