Educación

Tensiones y Posibilidades en la Formación de Jóvenes Negros(as) en la Educación Superior a través de políticas públicas como el PROUNI

Autores/as

  • Bruno Yoshio Hara Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Claudio Ramos de Souza dos Santos Pontifícia Universidade Católica de São Paulo https://orcid.org/0000-0002-2256-9156
  • Cecília Pescatore Alves Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.23925/2175-3520.2025i59p118-129

Palabras clave:

identidad, educación superior, negritud, psicología escolar, justicia

Resumen

Este artículo analiza las tensiones entre el acceso y la permanencia de jóvenes negros en la educación superior brasileña, evidenciando la discrepancia entre la promesa jurídica de igualdad y las exclusiones simbólicas vividas cotidianamente. A partir de la Psicología Escolar y de la Teoría de la Identidad-Metamorfosis, se discute cómo la entrada universitaria, posibilitada por las acciones afirmativas, aunque relevante, no garantiza, por sí sola, la permanencia y la finalización de los cursos. Es fundamental también considerar la transformación de las prácticas institucionales y simbólicas. Para fundamentar el debate, utilizamos la narrativa de historia de vida y de proyecto de futuro de Henrique, joven negro y homoafetivo, estudiante universitario. De esta manera, se identifica que la democratización de la educación superior, sin una transformación estructural adecuada, corre el riesgo de reforzar desigualdades que, históricamente, constituyen la sociedad brasileña. Por lo tanto, la inclusión educativa efectiva exige el reconocimiento de la pluralidad, la superación de las lógicas meritocráticas y la promoción de espacios de pertenencia y dignidad. La educación, en este contexto, se comprende como un territorio de disputa simbólica y política, cuya democratización plena requiere prácticas comprometidas con la justicia social y la reparación histórica. En ese sentido, la Psicología Escolar en la educación superior debe actuar como una práctica ética, comprometida con el reconocimiento de la diferencia, la reparación simbólica y la promoción de la justicia social.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

Alves, C. P. (2022). Reconhecimento: um estudo sobre políticas de identidade. In V. Furlan & A. C. Veiga (Eds.), Psicologia social do reconhecimento. Curitiba: CRV, 196-215.

Barbosa, R. (1949). Oração aos moços. São Paulo: Reitoria da Universidade de São Paulo.

Brasil (2005). Lei n° 11.096, de 13 de janeiro de 2005. Institui o Programa Universidade para Todos – Prouni, regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior; altera a Lei n° 10.891, de 9 de julho de 2004, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Seção 1. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11096.htm (Acesso em: 26 de abril de 2025).

Brasil (2010). Lei n° 12.288, de 20 de julho de 2010. Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de 5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de julho de 1985, e 10.778, de 24 de novembro de 2003. Diário Oficial da União, Brasília. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12288.htm (Acesso em: 12 de julho de 2022).

Brasil (2012). Lei n° 12.711, de 29 de agosto de 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm (Acesso em: 21 de novembro de 2022).

Brasil (2013). Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE. Diário Oficial da União, Brasília. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12852.htm (Acesso em: 21 de novembro de 2022).

Bulos, U. L. (2015). Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 554–555.

Cappelletti, M., & Garth, B. (1988). Acesso à justiça (Ellen Gracie Northfleet, Trad.). Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris. (Original work published 1988)

Chaui, M.; Rocha, A. (Org.) (2022). A ideologia da Competência: escritos de Marilene Chauí. Belo Horizonte: Autêntica; São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.

Ciampa, A. C. (1987). A estória do Severino e a história da Severina: um ensaio de psicologia social, 12th ed., São Paulo: Brasiliense.

Ciampa, A. C. (1984). Identidade. In S. T. M. Lane (Ed.), Psicologia social: O homem em movimento, 8th ed., 58-75. São Paulo: Brasiliense.

Crenshaw, K. (2002). Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista Estudos Feministas, 10(1), 175. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2002000100011

Dantas, S. S., & Ciampa, A. da C. (2014). Projeto de vida e identidade política: Um caminho para a emancipação. Revista de Psicologia, 5(2), 138–152.

Diniz, M. H. (2009). Compêndio de introdução à ciência do direito (20ª ed., rev. e atual.). Saraiva.

Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas (Nova tradução). EDUFBA.

Fontele, T. L. L., & Crisóstomo, V. L. (2016). PRONU - pontos controversos sob a análise de alunos bolsistas. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 21(3), 739–766. https://doi.org/10.1590/S1414-40772016000300005

Freire, P. (2014). Pedagogia do oprimido, 56ª ed. Paz e Terra.

Habermas, J. (2012). Teoria do agir comunicativo: Sobre a crítica da razão funcionalista, Vol. 2, Martins Fontes.

Hara, B. Y. (2023). Processos identitários em tempos de pandemia da COVID-19: Negritude, homoafetividade e justiça (Dissertação de mestrado). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo.

Honneth, A. (2003). Luta por reconhecimento: A gramática moral dos conflitos sociais (L. Repa, Trad.). Ed. 34.

hooks, b. (2017). Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade. WMF Martins Fontes.

Lima, A. F. de, & Ciampa, A. da C. (2017). Sem pedras o arco não existe: O lugar da narrativa no estudo crítico da identidade. Psicologia & Sociedade, 29, 1–10

Organização das Nações Unidas (ONU) (1948). Declaração Universal dos Direitos Humanos. Organização das Nações Unidas. Disponível em: http://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/. Acesso em: 12 de julho de 2022.

Portela, P. Júnior, & Freitas, J. B. de (2020). Raça, gênero e saúde mental nas universidades federais do Rio de Janeiro. GEMAA. Educação. Ensino superior. https://gemaa.iesp.uerj.br/infografico/raca-genero-e-saude-mental-nas-universidades-federais-do-rio-de-janeiro/. Acesso em: 26 de abril de 2025.

Sampaio, H. O. (2011). O setor privado de ensino superior no Brasil: Continuidades e transformações. Revista Ensino Superior UINCAMP. Educação e lucro, 28–43. https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/artigos/o-setor-privado-de-ensino-superior-no-brasil-continuidades-e-transformacoes. Acesso em: 3 de abril de 2025.

Sampaio, H. (2014). Diversidade e diferenciação no ensino superior no Brasil: Conceitos para discussão. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 29(84), 43–55. https://doi.org/10.1590/S0102-69092014000100003. Acesso em: 31 de março de 2025.

Sawaia, B. B. (2009). Psicologia e desigualdade social: Uma reflexão sobre liberdade e transformação social. Psicologia & Sociedade, 21(3), 364–372.

Publicado

2026-03-30

Cómo citar

Hara, B. Y., Santos, C. R. de S. dos, & Alves, C. P. (2026). Educación: Tensiones y Posibilidades en la Formación de Jóvenes Negros(as) en la Educación Superior a través de políticas públicas como el PROUNI. Psicologia Da Educação, 1(59), 118–129. https://doi.org/10.23925/2175-3520.2025i59p118-129