Da saída: religião da saída da religião, arte da saída da arte

Autores

  • Paulo Pires do Vale Universidade Católica Portuguesa

DOI:

https://doi.org/10.23925/1677-1222.2018vol18i1a3

Palavras-chave:

Crença. Ateísmo. Anti-museu. Dessacralização. Cristianismo. Kenosis. Vazio

Resumo

Neste ensaio, procurarei compreender a recusa da sacralização da arte – e a negação do museu como lugar de culto dessa nova religião –, partindo de uma análise de um movimento religioso que se caracteriza por ter recusado o antigo sagrado e negado as formas elementares da religião arcaica: o cristianismo. No cristianismo, a subversão da economia religiosa tradicional acontece no interior do próprio fenómeno religioso – deste modo, compreenderemos, ao fim deste percurso, o anti-museu enquanto movimento artístico interior ao sistema: proposta de uma relação pós-religiosa (pós-artística) com a obra.

Biografia do Autor

Paulo Pires do Vale, Universidade Católica Portuguesa

Mestre em Filosofia. Docente convidado na Universidade Católica Portuguesa. Investigador e membro da direcção do CITER. Presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte de Portugal

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Publicado

2018-05-17

Edição

Seção

Seção Temática