O CRIPTOJUDAISMO FEMININO NO RIO DE JANEIRO (SÉCULOS XVII E XVIII)

Autores

  • Lina Gorenstein

Palavras-chave:

Cristãos-novos, Inquisição, mulheres, criptojudaismo, Rio de Janeiro colonial.

Resumo

O artigo trata da religião dos cristãos-novos portugueses, antigos judeus convertidos à força ao Cristianismo em 1497 por ordem do rei D.Manuel. Estabelecidos no Rio de Janeiro desde o final do século XVI, no início do século XVIII constituíam cerca de 20% da população branca do Rio de Janeiro, dedicados principalmente à atividade agrícola, como senhores de engenho ou donos de partidos. As mulheres cristãs-novas participavam ativamente da sociedade e tiveram um papel fundamental na manutenção do criptojudaismo, religião secreta e praticada dentro do lar. O Tribunal do Santo Ofício da Inquisição considerava o criptojudaismo uma heresia, e as mulheres como suas principais transmissoras; 167 cristãs-novas foram presas no Rio de Janeiro; seus processos constituem documentação fundamental para o conhecimento do criptojudaismo.

Biografia do Autor

Lina Gorenstein

Doutora e Pesquisadora do LEI - Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo.

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Como Citar

Gorenstein, L. (2010). O CRIPTOJUDAISMO FEMININO NO RIO DE JANEIRO (SÉCULOS XVII E XVIII). Projeto História : Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados De História, 37(2). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/3048