Metafísica semiótica como exelítica heurística
DOI:
https://doi.org/10.23925/1984-3585.2024i2930p199-217Palavras-chave:
exelítica, evolução, biossemiótica, fisiossemiótica, teoria quântica, cosmogênese, cosmo-semiose, epistemologia, metafísicaResumo
O termo exelítica é um neologismo criado de acordo com a terminologia do filósofo e semioticista Charles Sanders Peirce (1839-1914). Significa uma nova acepção para a ciência da evolução, do grego moderno εξέλιξη [exélixē], que significa evolução. A partir desse neologismo, este artigo pretende analisar a obra de Peirce em algumas de suas principais facetas, notadamente em sua cosmologia, posicionando-a como uma precursora de alguns dos mais avançados debates contemporâneos da biossemiótica, da fisiossemiótica e da teoria quântica. A concepção exelítica de evolução presente em Peirce conduz as investigações acerca da cosmogênese em direção a uma cosmo-semiose. Esses percursos não seriam possíveis se não recorrêssemos às potencialidades que a metafísica apresenta à ciência. Por isso, este artigo pretende demonstrar a impossibilidade de redução da metafísica à epistemologia ou a mera substituição da primeira pela segunda.
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