ASSÉDIO LINGUÍSTICO: UMA DISCUSSÃO NO ÂMBITO PEDAGÓGICO-INSTITUCIONAL – O SOTAQUE COMO MARCADOR SOCIAL

Flavio Biasutti Valadares, Mariana Fernandes dos Santos

Resumo


O artigo trata da construção identitária a partir do sotaque, em suas variações e práticas de assédio linguístico diante da normatização social. Objetiva discutir a maneira como o contexto pedagógico-institucional escolar pode ser espaço e meio para a naturalização de discriminação e preconceito por meio da linguagem. Em sua proposta metodológica, mobiliza uma revisão teórica anacrônica que possibilita uma breve discussão historiográfica e teórica sobre os processos de institucionalização social e cultural linguísticos hegemônicos e subalternizadores. Ampara-se, teoricamente, na Sociolinguística Variacionista e nas postulações decoloniais. Como resultados, apresenta o monolinguísmo e o monoculturalismo como principais orientadores dos currículos e práticas escolares que reverberam assédio linguístico, dando voz a apenas uns sujeitos e silenciando outros. Conclui que compreender a colonialidade é um caminho para rompimento de padrões, além de descentrar a episteme colonial linguística que historicamente silencia repertório de vozes que não fazem parte ou não servem à normatividade.

Palavras-chave


Sociolinguística Variacionista. Assédio Linguístico. Sotaque. Decolonialidades.

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