n. 19 (2011)

Verve

verve pulsa no calor dos combates presentes, interessada no que vivifica agora: volta-se a pessoas, textos e acontecimentos do já e de outrora atenta ao que fortalece hoje as experimentações e práticas de liberdade caras ao nu-sol. nesse agora, verve 19 registra a radical atualidade da comuna de paris nos seus 140 anos. radicalidade libertária da coragem de homens e mulheres que ousaram inventar novas tradições em meio ao autoritarismo e à guerra e que acompanha verve desde seus inícios. aquém e além da efeméride ativa-se a memória da comuna libertária. nesse presente, traduz-se pela primeira vez ao português, 150 anos após sua publicação, trechos de a guerra e a paz, de proudhon. o livro, em sua época, foi hostilizado tanto por conservadores quanto por revolucionários que viram nele um elogio à destruição, incapazes de notar uma análise da guerra como força instauradora: proudhon, ecoando heráclito, mostrou com desassombro que a guerra e a vida são os sóis que nunca se põem. nesse já, verve publica texto de william burroughs que expõe, contundente, a emergência de novos modos de controle e governo a partir de técnicas de gravação, edição e publicação de sons para destruir reputações. burroughs mostrou, no entanto, que os mesmos meios eletromagnéticos poderiam ser modos para combater a ordem política e moral ao recombinar, montar, editar e reproduzir aquilo que é insuportável e subversivo, como o sexo. verve no agora! no artigo de heliana conde rodrigues com um foucault que, diante da ditadura brasileira, afirma a liberdade e abala a formação de séquitos que o querem mestre venerável; no texto de acácio augusto sobre como os atuais programas de participação democrática nas escolas redimensionam o poder centralizado e ativam renovados controles; em terr@, aula-teatro por edson passetti e acácio augusto, atravessando a política no universo em expansão; nas resenhas que registram a experiência da rivista anarchica e as possibilidades de uma ecologia libertária; no ensaio fotográfico que provoca o que está inerte e acomodado, com suas aves que podem voar alto mas seguem coladas ao chão; na verve dobras que, uma vez mais, estabelece continuidades entre o papel e os fluxos eletrônicos no site do nu-sol. verve já! agora!

Sumário

Artigos

nu -sol
Thiago Rodrigues
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Pierre-Joseph Proudhon
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Nelson Méndez
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Heliana de Barros Conde Rodrigues
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Acácio Augusto
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William Burroughs
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Aula-teatro

Edson Passetti, Acácio Augusto
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Poema

Juan Manuel Serrat
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Resenhas

Cecília Oliveira
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Eliane Knorr
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