A alegoria benjaminiana e a modernidade

João Batista Pereira

Resumo


Comprometida desde a Antiguidade Clássica com a retórica e às normas da oratória, a alegoria assemelhava-se a uma metáfora deslocada, primando pela correção e adequação do discurso. Essa finalidade foi transfigurada ao longo da Idade Média, vinculando-a ao decoro e à moral, convenção modificada no Romantismo quando a alegoria encontrou seu ocaso. A partir da leitura proposta por Walter Benjamin, sua existência foi apreendida como recurso elucidativo do universo estético à luz do tempo social, apresentada como figura de linguagem atrelada ao contexto histórico. Adotamos neste artigo a perspectiva dialética como caminho metodológico que ilustra com maior acuidade os novos contornos assumidos pela alegoria na modernidade. À luz das ações vivenciadas pelo homem em um mundo cambiante em seus valores, ela passa a ser vislumbrada como categoria indiciária da fragmentada representação da sociedade, permitindo compreender os limites da literatura como veículo na percepção da realidade.

Palavras-chave


Alegoria; Walter Benjamin; Modernidade

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