CHAMADA FRONTEIRAZ 38
Tema: Subjetividades não humanas na literatura
Organizadores:
Carlos Eduardo Siqueira Ferreira de Souza (PUC-SP)
Danielle Freitas (UFMG)
Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP)
Saiba mais sobre CHAMADA FRONTEIRAZ 38CHAMADA ABERTA
Tema: Subjetividades não humanas na literatura
Organizadores:
Carlos Eduardo Siqueira Ferreira de Souza (PUC-SP)
Danielle Freitas (UFMG)
Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP)
Saiba mais Saiba mais sobre CHAMADA FRONTEIRAZ 3850 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária
no Cone Sul
Editores:
Amanda Lacerda de Lacerda - Universidade Estadual de Campinas
Leonardo da Silva Claudiano - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Valéria Gomes Ignácio da Silva - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Em 2026, completam-se 50 anos do golpe civil-militar que instaurou na Argentina um dos
regimes mais violentos e sistemáticos de repressão política da história latino-americana. A
efeméride convida não apenas à rememoração, mas à reflexão sobre as formas pelas quais a
literatura tem se constituído como espaço privilegiado de denúncia, elaboração simbólica da
violência e resistência ao apagamento imposto pelos Estados autoritários.
A tradição intelectual argentina voltada para a interpretação deste período e suas
reverberações é amplamente reconhecida por meio do trabalho de autores como Beatriz
Sarlo, Ricardo Piglia, Josefina Ludmer, Elizabeth Jelin, Nora Strejilevich, entre outros, que
desenvolveram textos críticos, ensaísticos, testemunhais e literários sobre a memória e seus
trânsitos pelo passado e o presente da ditadura militar.
As ditaduras do Cone Sul — Argentina, Brasil, Chile e Uruguai — revelam-se um território
fértil para investigar os modos de inscrição da experiência histórica extrema na linguagem. A
literatura latino-americana, com especial destaque a partir dos anos 2000, tem se debruçado
sobre essa “nuvem insidiosa” (Sarlo, 2005, p.9) para dar-lhe contorno, atribuir-lhe um sentido
que contribua para a compreensão do presente.
Nas obras de escritores como Félix Bruzzone, Nona Fernández, Marcelo Rubens Paiva,
Renato Tapajós, Mário Benedetti, Fernanda Trías, Alejandro Zambra, Marta Dillon, entre
outros, o real não se apresenta como dado transparente, mas como construção tensionada por
traumas, silêncios, fragmentações e disputas de sentido. As diferentes formas do realismo —
em suas variações, impasses e fraturas — operam como estratégias narrativas capazes de
desmascarar o discurso do poder e reelaborar a memória traumática.
Este dossiê propõe reunir artigos que abordem a literatura como forma de denúncia e
rememoração das ditaduras latino-americanas, considerando tanto obras produzidas sob o
regime quanto aquelas elaboradas no pós-ditadura, quando a memória, o testemunho e a
reescrita do passado se tornam campos centrais de disputa simbólica.
Neste número da Revista FronteiraZ, esperamos receber contribuições que problematizem e
atualizem o debate sobre as representações do trauma relacionado às ditaduras latino-americanas. Nesse sentido, acolheremos propostas transdisciplinares que abordem as
seguintes temáticas (mas não se limitam a):
- Cruzamentos entre história, memória, esquecimento, imaginação e afetos experienciados
sob regimes ditatoriais via literatura e/ou outras artes;
- Aproximações entre obras literárias que realizam trabalho de memória, desde os anos 1960
até o presente, e os discursos institucional, jornalístico, cultural, entre outros, que produzem
tensionamentos e releituras da história das ditaduras;
- Experiências de linguagem (escritas de si, montagem, biografia, ensaio, encenação,
performance, dramatização etc.) na representação do trauma produzido pelas ditaduras do
Cone Sul via literatura e/ou outras artes;
- Produções narrativas e/ou poéticas contemporâneas no âmbito dos relatos de filiação e das
dinâmicas de transmissão geracional da experiência sob regimes autoritários;
- Abordagens comparadas entre literatura brasileira, argentina, chilena e/ou uruguaia a partir
de uma perspectiva crítica e interdisciplinar.
Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026
Saiba mais Saiba mais sobre Chamada PRORROGADA - Fronteiraz 37: 50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária no Cone SulSubmissões prorrogadas até 20/03/2026
Saiba mais Saiba mais sobre Chamada PRORROGADA - FronteiraZ 36: Infância. Infantil. Literatura: mediaçõesInformamos aos nossos autores, leitores e à comunidade acadêmica que, a partir de Março de 2026, passamos a adotar a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY)
Saiba mais Saiba mais sobre Atualização da Política de Licenciamento (Creative Commons)Editores:
Amanda Lacerda de Lacerda
Universidade Estadual de Campinas
Leonardo da Silva Claudiano
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Valéria Gomes Ignácio da Silva
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026
Infância. Infantil. Literatura: mediações
Organizadores
Dr. Francisco Thiago Camêlo da Silva
Professor do PPG em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (USP)
Dra. Maria José Palo
Professora Pesquisadora – PUC-SP
Dra. Cássia Vianna Bittens
Doutora pelo PPG em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP)
Me. Juliana Mutafi
Doutoranda do PPG em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP)
| Qualis: A3 |
| Área do conhecimento: Linguística e Literatura |
Tema: Subjetividades não humanas na literatura
Organizadores:
Carlos Eduardo Siqueira Ferreira de Souza (PUC-SP)
Danielle Freitas (UFMG)
Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP)
50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária
no Cone Sul
Editores:
Amanda Lacerda de Lacerda - Universidade Estadual de Campinas
Leonardo da Silva Claudiano - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Valéria Gomes Ignácio da Silva - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Em 2026, completam-se 50 anos do golpe civil-militar que instaurou na Argentina um dos
regimes mais violentos e sistemáticos de repressão política da história latino-americana. A
efeméride convida não apenas à rememoração, mas à reflexão sobre as formas pelas quais a
literatura tem se constituído como espaço privilegiado de denúncia, elaboração simbólica da
violência e resistência ao apagamento imposto pelos Estados autoritários.
A tradição intelectual argentina voltada para a interpretação deste período e suas
reverberações é amplamente reconhecida por meio do trabalho de autores como Beatriz
Sarlo, Ricardo Piglia, Josefina Ludmer, Elizabeth Jelin, Nora Strejilevich, entre outros, que
desenvolveram textos críticos, ensaísticos, testemunhais e literários sobre a memória e seus
trânsitos pelo passado e o presente da ditadura militar.
As ditaduras do Cone Sul — Argentina, Brasil, Chile e Uruguai — revelam-se um território
fértil para investigar os modos de inscrição da experiência histórica extrema na linguagem. A
literatura latino-americana, com especial destaque a partir dos anos 2000, tem se debruçado
sobre essa “nuvem insidiosa” (Sarlo, 2005, p.9) para dar-lhe contorno, atribuir-lhe um sentido
que contribua para a compreensão do presente.
Nas obras de escritores como Félix Bruzzone, Nona Fernández, Marcelo Rubens Paiva,
Renato Tapajós, Mário Benedetti, Fernanda Trías, Alejandro Zambra, Marta Dillon, entre
outros, o real não se apresenta como dado transparente, mas como construção tensionada por
traumas, silêncios, fragmentações e disputas de sentido. As diferentes formas do realismo —
em suas variações, impasses e fraturas — operam como estratégias narrativas capazes de
desmascarar o discurso do poder e reelaborar a memória traumática.
Este dossiê propõe reunir artigos que abordem a literatura como forma de denúncia e
rememoração das ditaduras latino-americanas, considerando tanto obras produzidas sob o
regime quanto aquelas elaboradas no pós-ditadura, quando a memória, o testemunho e a
reescrita do passado se tornam campos centrais de disputa simbólica.
Neste número da Revista FronteiraZ, esperamos receber contribuições que problematizem e
atualizem o debate sobre as representações do trauma relacionado às ditaduras latino-americanas. Nesse sentido, acolheremos propostas transdisciplinares que abordem as
seguintes temáticas (mas não se limitam a):
- Cruzamentos entre história, memória, esquecimento, imaginação e afetos experienciados
sob regimes ditatoriais via literatura e/ou outras artes;
- Aproximações entre obras literárias que realizam trabalho de memória, desde os anos 1960
até o presente, e os discursos institucional, jornalístico, cultural, entre outros, que produzem
tensionamentos e releituras da história das ditaduras;
- Experiências de linguagem (escritas de si, montagem, biografia, ensaio, encenação,
performance, dramatização etc.) na representação do trauma produzido pelas ditaduras do
Cone Sul via literatura e/ou outras artes;
- Produções narrativas e/ou poéticas contemporâneas no âmbito dos relatos de filiação e das
dinâmicas de transmissão geracional da experiência sob regimes autoritários;
- Abordagens comparadas entre literatura brasileira, argentina, chilena e/ou uruguaia a partir
de uma perspectiva crítica e interdisciplinar.
Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026
Submissões prorrogadas até 20/03/2026
FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária, São Paulo - SP, Brasil, e-ISSN 1983-4373.
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
* Artigos anteriores a Março de 2026: Licença CC BY-NC 4.0 (Atribuição-NãoComercial).