Sumário | Editorial

José Luiz Aidar Prado, Amálio Pinheiro

Resumo


O Dossiê desta edição traz o tema “Construções de sentido” em três registros.
No primeiro texto, Claude Zilberberg (Sorbonne e CNRS) examina a
interdependência entre discurso e acontecimento. O conceito de acontecimento é
caro a certa vertente de estudos filosóficos franceses, mormente em Badiou,
retomado por Zizek e outros autores. Zilberberg trata o acontecimento a partir
do estudo de seu sincretismo em três modos semióticos: o da eficiência, o da
existência e o modo da junção. Isabella Pezzini e Pierluigi Cervelli (que
estarão no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da
PUC-SP em novembro próximo) observam, por sua vez, outro aspecto das
construções de sentido, ligado ao exame dos modos de consumo em sua relação com a cultura
em espaços de autocelebração, como stores e museus. Eduardo Peñuela Cañizal (Unip e
ECA-USP) investiga a sobrevivência das imagens do cinema de vanguarda a partir de um
estudo do papel das tecnologias.

Entre os Artigos, o leitor terá encontro com nove autores em seis textos: Alzamora;
Ferreira e Moraes; Macêdo e Domingues; Pinto e Moran; Rubim; Trotta.

Geane Carvalho Alzamora (PUC-MG) examina, no ciberespaço, a lógica reticular da hipermídia
e os fluxos sociocomunicacionais pela semiótica peirceana. Christine Ferreira (Iphan) e
Marcelo Jacques de Moraes (UFRJ) discutem o circuito comunicacional jovens-museus a partir
da consideração da partilha social do sensível. Silvana Macêdo (Udesc) e Diana Domingues
(UCS) investigam tensões nas divisões entre política e estética na cibercultura, desde os
utopismos da primeira internet até as intervenções políticas dos grupos antiglobalização e
as performances artísticas interativas. Antonio Albino Canelas Rubim (UFBa) debate as
políticas culturais brasileiras desenvolvidas pelo governo federal desde os anos 1930.
Felipe Trotta (UFPe) perscruta as estratégias de valorização na prática do samba, em que
este é visto enquanto abrigo de representações e sentidos. Julio Pinto (PUC-MG) e Patrícia
Moran (UFMG) examinam a improvisação audiovisual dos VJs e sua poética imagética que
incorpora imagens-clichê.

A diversidade dos textos apresentados acolhe, em gradações variadas, o debate entre
tendências que realçam a contribuição das tecnociências e/ou do contexto histórico, social
e político, com ênfase que recai ora nas acelerações do contemporâneo ora na resistência
da memória cultural.

Dois livros são comentados nas Resenhas. O livro de Janice Caiafa, Aventura das cidades, é
apresentado por Angela Prysthon, abordando as experiências comunicacionais nas metrópoles
urbanas segundo pesquisas etnográficas. O outro livro, resenhado por Giovandro Ferreira, é
organizado por Antônio Fausto Neto, com título Os mundos da mídia, e examina os textos
midiáticos pelas análises do discurso.

José Luiz Aidar Prado e Amálio Pinheiro
Comissão Editorial

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