O universo de Terabithia: imaginação, sonho e objetos culturais como possibilidades de trânsito da realidade psíquica à realidade compartilhada

Claudia Perrotta, Elisa Maria de Ulhôa Cintra

Resumo


O artigo propõe uma leitura winnicottiana do filme americano Ponte para Terabithia (2007), dirigido por Gabor Csupo e baseado no best seller infanto-juvenil homônimo de Katherine Paterson. São destacados aspectos como o brincar, os fenômenos transicionais e a diferença entre fantasiar e sonhar, de acordo com o psicanalista de referência. Usando objetos ofertados pela cultura, como desenho e escrita, os personagens-protagonistas retratados na narrativa, os adolescentes Jesse e Leslie, buscavam formas de emoldurar suas inquietações. Mas foi a aliança imaginativa que formaram que acabou por fortalecê-los, de modo a se sentirem mais potentes para lidar com reveses cotidianos, sustentar suas angústias e temores, afirmando-se em seus talentos. Ao final, porém, fica evidente que lidavam de formas diferentes com as frustrações inerentes ao viver, o que pode ter contribuído para a ocorrência de um acidente fatal. Ainda assim, a experiência que Jesse e Leslie compartilharam no universo criado de Terabithia foi transformadora e marcou definitivamente a vida de Jesse.


Palavras-chave


Winnicott; fenômeno transicional; brincar; Terabithia

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DOI: https://doi.org/10.23925/2594-3871.2017v26i1p.119-142

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