Crônicas e rimas: jovens cantando a cidade

Maíra Soares Ferreira

Resumo


Este artigo pretende discorrer sobre as raízes históricas do rap afro-jamaicano americano e, discutir, as possibilidades sociais e subjetivas potencializadas por um rap afro-indígena brasileiro cuja expressão corpórea e cujo canto marcado pela espontaneidade do improviso, apesar de difundidos pela indústria cultural, foi apropriado pelos jovens da (periferia da) cidade e misturado com seus campos culturais de tradição popular e ancestralidade afro-indígena. Apresentaremos exemplos de hibridismos musicais que buscam na retomada da prática de roda, em uma forma de expressão comunitária – nos torneios, batalhas e desafios de dança, rima e grafite –, elaborar uma arte de viver conectada à ancestralidade supracitada e em direção ao enfrentamento do preconceito e da discriminação social.

Palavras-chave


Rap; Discriminação; Preconceito; Hibridismos culturais

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