Narrativa e poder: ficções pós-utópicas de Sérgio Sant'Anna

Vera Lúcia Follain de Figueiredo

Resumo


A convicção manifesta no romance moderno de que, antes de qualquer conteúdo ideológico, já seria ideológica a própria pretensão do narrador de representar a realidade, aponta para a crise do ato mesmo de narrar, daí por diante colocado sob suspeita, já que contar uma história significaria imprimir uma ordem ao caos dos acontecimentos e, de alguma forma, conferir sentido, através de um ardil discursivo, ao que não tem sentido. No final do século XX, esse ceticismo em relação à objetividade épica acentuou-se, abrindo cada vez mais espaço para os relatos em primeira pessoa em que se problematiza a narrativa como instrumento de poder. Por esse viés, o texto apresenta uma reflexão sobre a literatura brasileira contemporânea, tomando como base a ficção de Sérgio Sant’Anna.

Palavras-chave


Narrativa; poder; representação

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