Florbela Espanca e Gilka Machado: Liliths da modernidade

Rosana Gonçalves

Resumo


Procura-se apontar a presença do mito de Lilith em poemas de Florbela Espanca e Gilka Machado. Esse mito possui origens longínquas e é ligado à mitologia da criação, representando a primeira demonstração de rebeldia feminina face ao domínio do macho. Lilith reúne as qualidades do ego feminino individualizado e, em literatura, interessa-nos, sobretudo, pela luta na afirmação do direito à liberdade e ao prazer femininos. É o símbolo da mulher que paga o preço por ser diferente, perdendo-se a si própria e sendo forçada a abdicar do amor. Ambas as poetas cristalizaram esse sentimento numa poesia que nos leva a pensar no destino da infelicidade que acompanha mulheres que ousam se contrapor às convenções sociais. Serão analisados, à luz do mito, poemas do Livro de Mágoas, de Florbela Espanca, e Cristais Partidos, de Gilka Machado, mulheres que fizeram a diferença pelo forte apego aos símbolos e pelo respeito à tradição formal aliados a uma mensagem extremamente subjetiva de contestação e indignação com a situação de “malditas” que, assim como Lilith, partilhavam.

Palavras-chave


mito da criação; Lilith; modernidade; poesia portuguesa e brasileira

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