Haroldo de Campos e a utopia da escritura original

Diana Junkes Martha Toneto

Resumo


O objetivo do presente artigo é discutir a existência de uma utopia de escritura original em Haroldo de Campos que parece se sobrepor à utopia de vanguarda concretista. A partir do estabelecimento de um paralelo entre a postura do aedo épico e a atitude de Haroldo diante da invenção e dos textos da tradição, discute-se, evocando referenciais da teoria literária e da psicanálise lacaniana, o modo pelo qual a poesia haroldiana revela uma administração ativa da herança da tradição, aceitando-se como diferença na constituição de sua própria identidade. Ao assumir uma origem rasurada e o declínio das condições históricas favoráveis à emergência da vanguarda, o projeto poético haroldiano, sem deixar de ser utópico, volta-se para a poesia da agoridade e isso, nos termos de Agamben, é contemporâneo, demasiado contemporâneo.

Palavras-chave


Haroldo de Campos; origem; influência; tradição; poesia; modernidade

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